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No teatro da vida, quem é você?

"Uma mulher encantadora não segue a multidão. Ela é ela mesma" - Loretta Young


por Cá Fonseca


Olá, minha querida amiga!


Hoje venho aqui inspirada pelo livro “Os Pensamentos Secretos das Mulheres de Sucesso” de Valerie Yong e na música “Fica Tudo Bem” do Silva feat. Anitta.


Então, para entrar na nossa reflexão de hoje, vamos começar pelo título do livro: “os pensamentos secretos das mulheres...”, opa? Pensamento secreto?



(Foto:amazon.com.br)


Pois é, quem é que não tem um pensamento secreto? Uma coisinha intimista, só nossa, que não queremos compartilhar com ninguém porque a gente acha que é ruim, ou acha tão valioso que se contar, acredita que alguém vai “roubar” aquele pedacinho de ideia, de personalidade, de criatividade que é só nosso e, por medo, não compartilha?


A gente tem isso! Mas quer saber, a uma altura dessa da leitura, você já ouviu a melhor parte da música que é:


E fica tudo bem

Fica, fica, fica tudo bem

Fica tudo bem

Fica, fica, fica tudo bem



(Foto: papelpop.com)



Gente, tá tudo bem ter um pensamento secreto sobre nossa personalidade, mas até onde esse segredo nos conforta e nos deixa bem?


Hoje, é nesse universo que nós vamos entrar para entender que a vida é um teatro. Que em alguns momentos assumimos personagens que nos permitem aproveitar a vida e sermos protagonistas dela e, em outros, nos colocamos como coadjuvantes, ou até mesmo nos bastidores, desempenhando funções e papéis importantes, mas que não têm tanto destaque e, até aí, tudo bem também. Mas pergunte-se, quais desses papéis você quer?


Nesse momento, te convido a ouvir com atenção o trecho da nossa música de hoje a seguir:


Melhor fazer valer a pena

E é bem melhor se conhecer


Nesse teatro, é preciso fazer valer a pena cada papel que recebemos para contracenar. O destaque está em nossas mãos.


No livro da Valerie, vamos encontrar algumas características de mulheres que não colocam sua melhor versão em destaque por medo e acabam desenvolvendo, inconsciente ou conscientemente, a síndrome da impostora.


Em suas pesquisas, a autora entendeu que as mulheres têm maior tendência a sofrer com pequenos erros, a ver as críticas construtivas como evidências de suas deficiências e a atribuir suas conquistas antes à sorte do que às próprias habilidades. Inconscientemente, elas geralmente compensam esse comportamento com um perfeccionismo incapacitante, uma preparação exagerada, um comportamento discreto, não revelando seus talentos ou opiniões, ou deixando projetos importantes para depois.


Ela cita algumas das personalidades predominantes em algumas mulheres e mostra que muitas delas querem ser especialistas em algo, perfeccionistas com o que estão fazendo, individualistas para mostrar que são capazes e heroínas abraçando o mundo e tudo o que ele oferece, sem pensar nas consequências que esse mundão de coisas pode trazer.


Mulher, no teatro da vida, além de atrizes, somos diretoras e podemos criar o roteiro de cada uma das nossas personagens, então não se julgue se você é aquela mãe que leva o bolo da padaria na festa da escola do seu filho por não ter tido tempo para cozinhar. Olhe beeeem!

O seu tempo na cozinha foi compensado estando presente em uma atividade importante dele, que acredito que é o que ele mais quer.


Perfeccionismo em um projeto? Pra quê?

Eu super acredito que quando a gente vai fazer algo, tem que ser como se valesse uma nota máxima, tipo um dez mesmo, tem que se dedicar, mas se você obteve um nove, por que se frustrar se você está tendo a chance de melhorar aquilo que já é bom?

Pense no perfeccionismo sempre como uma oportunidade para melhorar algo e as coisas vão ficar mais leves.


Quer se especializar em algo?

Como boa educadora que sou, eu te digo para se especializar em reaprender diariamente.

Aprenda a olhar os dois lados da moeda, aprenda a respeitar as opiniões e a dar a sua opinião de forma construtiva, aprenda a cuidar de você para poder apoiar os outros, aprenda a se conhecer, a praticar atos de bondade... Só você, e mais ninguém, sabe o que é preciso aprender ou reaprender.


Mas não é porque só você, alecrim dourado, sabe de algo, que precisa ser a detentora e querer fazer tudo sozinha.

Dentro desse algo que você quer fazer sozinha pode ter uma coisinha que pode ser delegada ou compartilhada, que vai trazer para você uma nova visão das coisas, um assunto para dividir com quem se está compartilhando, que levará a um envolvimento, uma interação, uma amizade, a construção de algo positivo. Desapega, vai!


Outra coisinha, a Terra, tem que girar, meu bem. Então, solta o mundo, vai.

Deixa que ele traga no devido tempo os desafios, as conquistas, as oportunidades, etc.

Fique atenta para as coisas que vão surgir, porque se você vier com um monte de coisas nos braços que tapam a sua visão, como é que você vai ver essa infinidade de coisas que podem vir a salvar sua vida? Seja sim a sua heroína, mas com cautela, porque aí...


E fica tudo bem Fica, fica, fica tudo bem Fica tudo bem Fica, fica, fica tudo bem

Abraços e até a próxima! ;)



Cá Fonseca é uma estudante de Letras, apaixonada por leitura, aprendizado, reaprendizado e viagens.

Há quatro anos, após separação por agressão, foi necessário recomeçar. E entre síndrome do pânico, filhos, dogs e pandemia, todo dia ela busca um meio de seguir e fazer outras seguirem também.



Referências do livro: https://www.martinsfontespaulista.com.br/os-pensamentos-secretos-das-mulheres-de-sucesso-695604/p




4 Kommentare


Concordooo!! E digo mais , nossas histórias se parecem. Me divorciei por agressão também e seguindo em frente cheguei até aqui, CH...

O seu texto inteiro me empatiza e me faz sentir mais firme em mim mesma.

Gratidão !!😘💞


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🙏Que sigamos assim...😘💞

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Nossa que superação e coragem!!! história linda.

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