Matheus Sepini Caixeta

"Eu quero ensinar para minha filha que vale a pena lutar pelos nossos sonhos! O
meu é conseguir um emprego na área de audiovisual!"


Matheus Sepini Caixeta, 37 anos, Cosmópolis, São Paulo.

 



"Quem me conhece sabe que eu estou vivendo um dos momentos mais difíceis
da minha vida, desempregado há 8 meses. A situação financeira está deprimente e a
emocional cada dia mais crítica. O choro sem lágrimas doe por dentro e tem dias que
parece não ter fim. Desde que saí do meu último emprego para lutar pelo meu sonho
de trabalhar na área de audiovisual só recebi retornos negativos. Já pensei em
desistir, mas quando olho para a minha filhinha eu respiro fundo e recarrego as
minhas forças.


Além de ensinar a importância de se manter forte nos momentos mais frágeis,
quero que a minha menina aprenda sobre a importância de lutar pelos nossos sonhos.
E isso está diretamente conectado com a minha história profissional. Eu estou
desempregado porque justamente decidi valorizar o meu sonho. Me formei em
Produção Audiovisual, mas ainda não consegui ingressar na área.


Desde muito cedo trabalho pela necessidade financeira e já fiz de tudo um
pouco: comecei aos 16 anos como aprendiz de carteiro, passei para assistente em
estúdio fotográfico, atendimento e tosador em pet shop, vendedor em lojas e
concessionária de veículos, consultor de vendas em uma empilhadeira e, por fim,
assistente administrativo no meu último cargo. Sempre dei o meu melhor em cada
cargo, mas carrego dentro de mim o sonho de trabalhar em TV.


Durante a faculdade eu não consegui sair do emprego fixo como assistente
administrativo para me arriscar em estágios. Quando se tem uma família, as contas no
fim do mês falam mais alto. Mas depois de formado, a frustração profissional começou
a ficar ainda mais pulsante. Ao mesmo tempo, eu perdia quatro horas de
deslocamento por dia para ir e voltar, o que me deixava ainda mais longe da minha
filha, e estava cada dia mais estressado, cansado, desmotivado. "Está na hora de lutar
pelos meus sonhos e fazer o que toca o meu coração"
, decidi!


Com o apoio da minha esposa, um acordo para sair do meu último emprego e
muito otimismo no peito eu comecei a lutar pela minha recolocação profissional. O
tempo passou rápido e a frustração de não conseguir um retorno também. Confesso
que eu não imaginava que seria tão difícil. Me deparei com um mercado que só olha
para as experiências no currículo e não dá oportunidade para conhecer os candidatos.

 

Eu gostaria de ter a oportunidade de ir para uma entrevista de emprego e falar
ao vivo quem eu sou, a garra que eu tenho, o tanto que eu estou disposto a aprender,
agregar e fazer acontecer em uma vaga de assistente de produção, direção, roteiro.
Minhas experiências na faculdade me ensinaram muito e eu acredito que tenho tudo
para mostrar isso em um emprego.


São meses de frustração e desespero e a realidade está batendo na minha
cara. Voltei a buscar trabalho na área de assistente administrativo e mesmo assim só
encontrei ofertas com salários mais abaixo do que eu recebia. É muito angustiante ir
dormir no domingo com a esperança de uma nova semana e, mesmo fazendo todo
esforço, não ter resultados.


Já me perguntei muitas vezes se cometi um erro por acreditar no meu sonho. E
tem dias que a angustia fala mais alto mesmo, mas eu não posso me dar por vencido.
Nessas horas, me lembro que eu quero ensinar a importância de lutarmos pelos
nossos sonhos e preciso dar o meu melhor exemplo para a minha filha!


Enquanto busco por um trabalho, estou abrindo oportunidades, fazendo contatos e ganhando experiência em projetos paralelos. É o que mais me ajuda a me manter otimista e em movimento. Hoje faço parte de um grupo de fotógrafos da minha cidade e estamos produzindo um Documentário. A alegria que eu sinto nesse trabalho,
ali, no momento da produção e gravação, me fazem acreditar que eu estou no
caminho certo!"

Por Ligia Scalise

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