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O desemprego já me tirou muita coisa nesses três anos, mas tem algo que ele não pode me tirar: a minha capacidade de sonhar!


Natália Karine Nascimento, 26 anos, Guarulhos, São Paulo.

"Faz três anos que eu estou desempregada. Três anos que eu dependo totalmente da minha mãe para ter o mínimo necessário para sobreviver e criar o meu filho de nove anos.
Três anos que eu entrego currículos e recebo “Não” como respostas. Eles dizem que não tenho experiência suficiente para o cargo, mas não me dão a chance de ganhar experiência. E garanto que vontade de aprender é o que não me falta!

 

Comecei a trabalhar aos 15 anos e já fiz de tudo um pouco. Trabalhei cuidando de
crianças, vendendo cachorro-quente e como fiscal e operadora de caixa de loja. Meu último emprego foi como cuidadora de uma idosa de 96 anos, a dona Ema. Eu amava trabalhar cuidando dela! Infelizmente, ela adoeceu e eu achei responsável pedir para ser afastada. A dona Ema precisava dos cuidados de alguém da área da saúde, coisa que eu não podia oferecer.


De todas as minhas experiências a que eu passei mais tempo no cargo e gostei muito
foi como operadora de caixa. Ali eu descobri que tenho jeito, jogo de cintura e paciência para lidar com público. Também aprendi muito com a responsabilidade de ser fiscal de caixa por ter o desafio de manter tudo funcionando bem direitinho!

 

Hoje, olhando para trás, eu vejo quantas coisas eu já fiz e quanta força eu precisei ter
para encarar momentos tão difíceis. Só que o desemprego acaba apagando tudo isso, me
fazendo me sentir inútil e chorar escondida. E mesmo abalada com a condição financeira e emocional em que eu me encontro eu não posso desistir de tentar!


Sou mãe solteira, o pai do meu filho, não cumpre com os deveres dele de maneira
correta, mesmo com processo em justiça. Ou seja, tudo depende de mim. E a única pessoa com quem eu posso contar nesse momento de desemprego é a minha mãe. Ela é minha maior fonte de inspiração! É por ela e pelo meu filho que eu tenho que me manter forte. Por isso estou aqui para pedir ajuda para quem puder me estender a mão. Estou
aberta à todas as possibilidades, principalmente para vagas de cuidadora de idosos, operadora de caixa e recepcionista, onde tenho experiência. Eu preciso trabalhar!


O desemprego já me tirou muita coisa nesses três anos, mas tem algo que ele não
pode me tirar: a minha capacidade de sonhar! Sonho e acredito que vou entrar em uma
faculdade de nutrição e vou poder retribuir tudo o que a minha mãe fez por mim, além de
oferecer um futuro melhor para o meu filho. Um dia eu vou olhar para o meu diploma, para o meu consultório de nutricionista e ter orgulho de nunca ter desistido.

Contatos:
Email: nkarinenascimento@gmail.com
Telefone: (11) 96245-0079


Em entrevista para Lígia Scalise