2020 é ano de Recomeços

Nos últimos anos, mais de 4 milhões de pessoas saíram da Venezuela fugindo da grave crise que se instalou no país. Pouco mais de 160 mil venezuelanos, de acordo com dados de 2019 da Agência de Refugiados da ONU, se refugiaram no Brasil em busca de um caminho para reconstruir suas vidas. Mas a escolha de deixar o seu país de origem não é simples e eles deixam para trás a terra que amam, amigos e familiares.


Há muito mais que uma massa de refugiados, cada um encara um recomeço.


É preciso mergulhar na intimidade para conhecer os desafios desses refugiados. Entender um pouco a situação dos venezuelanos que escolheram o Brasil como sua nova casa depende de um olhar íntimo e generoso. Essa foi a motivação para criação do documentário Recomeços, finalizado em dezembro de 2019, e pronto para correr o mundo em 2020.


A produtora Little Stories e a Ong Cruzando Histórias programaram para este ano uma jornada de exibições do documentário Recomeços. O filme tem como foco percorrer eventos com a temática de direitos humanos, como a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, e o Festival de Cine y Derechos Humanos Donostia em San Sebatian.

A obra conta a história emocionante de Richeily, venezuelana refugiada no Brasil que decidiu resgatar o filho e familiares da Venezuela após se estabelecer em São Paulo.

Richeily é uma das refugiadas amparadas pelo projeto Conexão Venezuela desenvolvido pela Ong Cruzando Histórias. A iniciativa chamou atenção do documentarista Saulo Ribas da Little Stories. Sensibilizado, ele resolveu documentar a luta de Richeily. Ela e a fundadora da Ong, Bia Diniz, toparam a proposta.


O diretor Saulo Ribas se aprofundou na história da venezuelana: “Ela nos deu acesso aos seus momentos de maior alegria e de maior fragilidade. Acompanhamos seu primeiro emprego no Brasil, seus momentos difíceis, seus medos”.

A proposta sempre foi humanizar, mostrar os personagens dessa história como indíviduos. As lentes registram o laço de amizade que se forma entre Richeily e Bia, a saudade que ela tem da família e a tristeza de não tê-los por perto. "Vai sempre faltar algo, não é completo", declarou Richeily para as lentes de Saulo.



Foram dois anos de campanha, vaquinha, muito trabalho e filmagens. Agora, o documentário vai contar essa história para plateias em dezenas de eventos nacionais e internacionais.


A obra será exibida em festivais de cinema no Brasil e exterior além de participar de mostras e eventos voltados para o debate em torno da questão dos refugiados. Um dos objetivos dos realizadores será promover cine- debates ao longo de 2020.


A fundadora da Little Stories, Thaís Diniz, e a fundadora da Cruzando Histórias, Bia Diniz, estão unidas na missão de espalhar o documentário pelo mundo. “É um filme emocionante e verdadeiro. Levanta a realidade dos refugiados mas também acende o sentimento de esperança em todos nós”, revela Thaís. Para Bia, o documentário ensina: “É uma lição de humanidade, inclusão e respeito à diversidade”.


Publicado originalmente no blog da Little Stories.


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