Vitrine de Talentos

Bruna Rosa da Silva

Educação

São Paulo

Caieiras

Objetivo Profissional

Objetivo Profissional

O meu objetivo profissional é dar aulas de língua brasileira de sinais, sendo uma professora de excelência. Uma pedagoga que, quem sabe, é chamada até para dar palestras.

Sim

Disponibilidade para mudança:

Sim

bruna-rosasilva@hotmail.com
Bruna Rosa da Silva

Trajetória Profissional

A minha trajetória profissional começou aos 17 anos de idade, quando comecei a trabalhar como recepcionista de um consultório odontológico. Eu atendia os pacientes, fazia o fechamento do mês, a separação de lucro entre os dois sócios e o valor que deveria ser para os gastos da clínica, incluindo o meu pagamento (R$400 na época). Após alguns meses, eu passei a auxiliar o dentista e colocar aparelhos nos pacientes com ele. Mas, pelo valor que recebia ser pequeno, disse que precisaria sair do trabalho. Ele aceitou até porque tinha planos de fechar a clínica e mudar de estado. Treinei uma moça e após alguns dias saí. Passei a trabalhar em uma tabacaria, era balconista e também fazia a limpeza do local e organização do ambiente. Porém, o estabelecimento faliu e perdi o emprego. Algum tempo depois trabalhei terceirizada na Receita Federal digitalizando processos, foram apenas três meses, pois acabou o trabalho a ser feito e assim me dispensaram.

No período em que estive desempregada, me empenhei em estudar. Iniciei a faculdade e, no 2º semestre, comecei a trabalhar como auxiliar de educação especializada, onde eu auxiliava alunos com deficiência. Comecei na Educação Jovens e Adultos (EJA), onde eu fazia relatórios dos alunos para as reuniões de professores, elaborava atividades inclusivas em cima das atividades que os professores estavam passando para toda a turma, fazia curso de capacitação uma vez por mês, contribuía nas aulas de Educação Física. Logo depois estive no Ensino Fundamental e depois na creche. As funções eram semelhantes em seus funcionamentos: o curso de capacitação uma vez por mês, o relatório, auxílio em atividades nas aulas de educação física. Mas no Ensino Infantil era preciso que eu fizesse a troca de fraldas e a escovação de dentes. Entre os alunos com deficiência que auxiliei, encontrei alunos com esquizofrenia, autismo, deficiência visual, cadeirante e paralisia cerebral Por fim, trabalhei como professora em uma escola particular em uma turma do maternal, de dois a 3 anos de idade. Fazia as reuniões de pais, elaboração de aulas, aulas de Artes, Geografia, História, Matemática, Português, Ciências, auxiliava eles na hora do lanche e fazia relatório a respeito deles. Este foi meu último emprego.

Conheça minha história

A minha história começa com alguém desesperançoso. Na minha adolescência, tinha muito medo de não ter um futuro profissional. Iniciei a faculdade de Ciências Biológicas aos 20 anos de idade e fiz apenas um semestre. Não me identifiquei com o curso, não conseguia gostar do que era tratado em sala de aula. Uma coisa eu sabia: queria ser professora, mas não sabia de que e como fazer isso. Quando tranquei a faculdade, a minha frustração foi ainda maior. Senti que era fraca e que não concluía o que eu iniciava. Três anos depois, eu entrei na faculdade cursando Pedagogia e isso me encheu de esperança sobre a minha vida e me deu um rumo. Concluí a faculdade amando a escolha que havia feito e com mais curiosidades despertadas pelos estudos. Quis conhecer o mundo da educação inclusiva. Fiz pós graduação em educação especial e inclusiva, fiz curso de língua brasileira de sinais (Libras), estou em nível intermédiario, e continuo a estudar a Libras. Porém, quando estava em uma escola após a formação, veio a pandemia e me fez perder o emprego. Estando em casa, aquele sentimento desesperançoso voltou. Como se eu não tivesse condições de concluir os meus objetivos, como se eu não fosse capaz.

Em um dia, onde a preocupação ocupava a minha mente, pesquisando empregos na internet, encontrei a Cruzando Histórias. Participei do Impulsione a Sua Carreira e isso me fez pensar que poderia estar vendo a minha história de forma errada e que deveria valorizar mais a minha trajetória. Não é um processo fácil, pois desde de muito criança eu sempre tive medo de sonhar, sempre acreditei que os meus sonhos não se realizariam e que eram impossíveis. Com essa imensa dificuldade de escrever a minha história, vi que precisava da ajuda do Impulsione a Sua Carreira. Ajudou para que eu soubesse que minha história tem valor e que até os erros, as perdas e as portas fechadas tem seu valor e seu aprendizado. Porém, ainda encontro grande dificuldade de acreditar que os meus sonhos são possíveis.

Se eu pudesse sonhar sem medo, sonharia com um emprego onde eu pudesse aplicar os meus conhecimentos e adquirir novos. Crescer e ver a empresa crescendo para me sentir útil e importante para ela. Lutaria com mais força para que meus sonhos se realizassem. Amo a área da educação e da educação inclusiva, mas com certeza conhecer coisas novas estão nos meus planos. Mas preciso de uma oportunidade para que meus objetivos tenham como ser alcançados. O desemprego não tira apenas a nossa renda, mas tira um pedaço da nossa identidade.

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Outras iniciativas da Cruzando Histórias nas quais participou:

WomanTech Clicksign, Impulsione sua Carreira