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Cruzando Histórias e o Amarelinho firmam parceria para contar histórias de mulheres

Parceria com ONG do Centro de São Paulo traz histórias reais de mulheres que buscam se recolocar no mercado de trabalho e alcançar seus sonhos


De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego entre as mulheres é 54% maior que a dos homens. Ainda sofrendo com os impactos da pandemia, elas encontram obstáculos diversos no momento de reingressar no mercado de trabalho. Porém, é difícil visualizar quem são essas mulheres quando vemos dados apenas. Ao vermos somente números, fica mais fácil se afastar do problema.


Pensando nisso, O Amarelinho e a Cruzando Histórias, organização social localizada no Centro de São Paulo e que oferece apoio a mulheres em situação de desemprego, se uniram para contar algumas das histórias de quem faz parte desses dados, dando rosto e nome e oferecendo a chance delas próprias compartilharem seus sonhos e ambições com os leitores.


Contar histórias não é algo novo nem para o Amarelinho e nem para a Cruzando Histórias. Fundada em 2017, a ONG já atendeu mais de 15 mil mulheres, oferecendo escuta, orientação de carreira, revisão de currículo e acolhimento psicológico. Seja presencialmente, em seu espaço na rua Barão de Itapetininga, ou online, todos os dias dezenas de histórias cruzam com a da Cruzando. São mulheres com experiência, repertório e vontade de chegar em seus objetivos, mas que acabam não recebendo oportunidades ou não são vistas pelo mercado.


A missão dessa parceria é dar visibilidade a algumas dessas mulheres e fazer com que suas jornadas sejam conhecidas por mais pessoas. Quinzenalmente, traremos depoimentos em primeira pessoa contando sobre suas conquistas profissionais e os caminhos trilhados ao longo de suas vidas, mesclando empregabilidade com as diversas faces do “ser mulher” na nossa sociedade hoje.


“Queremos mostrar que esse números que a gente vê em tantos lugares representam pessoas, mulheres que fazem parte do nosso dia a dia e têm muito a contar e ensinar, mas não são ouvidas”, explica Bia Diniz, fundadora e diretora executiva da Cruzando Histórias. Bia, que começou a ONG carregando uma lousa oferecendo ajuda a quem buscava emprego, hoje se comunica com mulheres do Brasil inteiro e enxerga o valor que elas carregam consigo.


“Estamos falando de uma parte fundamental da mão de obra do país, mas que é rejeitada muitas das vezes. Por serem mães, por terem determinada idade ou simplesmente por serem mulheres. Como podemos realmente evoluir como sociedade se excluímos uma parte dela no processo?”, questiona Bia.


As histórias presentes nessa coluna são de mulheres atendidas pela Cruzando Histórias em São Paulo e que concordaram em dividir um pouco de suas vidas com o público. É uma vitrine de talento que vai além de páginas de currículo, narrando uma porção do que elas vivem, suas lutas e expectativas.


E aí, vamos Cruzar Histórias?

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