De um milkshake a uma vice-presidência: a história de Raquel com a Cruzando Histórias
- Gabriella Zavarizzi

- há 3 dias
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Depois de chegar à organização como voluntária, Raquel Tetti assume a vice-presidência para contribuir com uma nova fase da Cruzando.
Quase 10 anos atrás, a Cruzando Histórias ainda dava seus primeiros passos. Para Bia Diniz, fundadora da organização, era um projeto que começava a ganhar forma e a reunir pessoas interessadas em contribuir com a transformação da vida de mulheres.
Foi nesse contexto que Raquel Tetti apareceu.
Ela entrou em contato querendo contribuir como voluntária e mencionou, entre outras coisas, sua experiência com coaching. Naquele momento, Bia confessa que tinha certa resistência à ideia. Ainda assim, alguma coisa naquela primeira conversa chamou sua atenção.
As duas marcaram um café.
Que virou um milkshake.
E que durou horas.
Naquele encontro, Raquel apresentou um material que já utilizava com pessoas que assessorava: uma oficina de currículo. A ideia era experimentar a atividade na Cruzando. O espaço era pequeno — cabiam seis ou oito pessoas, apertadas — e a oficina tinha previsão de durar cerca de uma hora e meia.
Durou quatro.
E isso foi só o começo…

Uma história construída aos poucos
A partir dali, Raquel se tornou uma presença importante na trajetória da Cruzando, especialmente nas iniciativas relacionadas à empregabilidade e ao desenvolvimento profissional das mulheres.
Vieram novas oficinas, projetos, aprendizados e muitos momentos de construção. Também houve períodos em que os caminhos se afastaram. Raquel se dedicou a outros projetos e chegou a viver fora do Brasil. Mas, como ela própria conta, o vínculo com a Cruzando permaneceu.
“Mesmo nos momentos em que eu me afastava para viver outras coisas, meu coração estava na CH e muito de mim também”, conta.
Quando a Cruzando desenvolveu o Impulsione sua Carreira, Raquel voltou a contribuir mais diretamente, ajudando na construção do conteúdo pedagógico do programa. O reencontro fortaleceu uma parceria que já carregava anos de história.

Quando parceria também vira amizade
Ao longo do tempo, a relação profissional entre Raquel e Bia também se transformou em uma amizade profunda.
Para Bia, Raquel se tornou uma das pessoas mais presentes em sua vida, alguém com quem compartilha não apenas desafios profissionais, mas também conquistas, sonhos e questões pessoais.
Entre as duas, há uma identificação de valores, princípios e formas de enxergar o mundo, mas também uma complementaridade que ajudou a construir essa relação.
Raquel se define como alguém que traz ideias, métodos, criações e fundamentos. Bia, segundo ela, sempre teve a capacidade de dar voz e colocar essas ideias no mundo.
“A sonhadora que eu era encontrou a fazedora que é a Bia”, brinca Raquel.
Uma organização que também transformou Raquel
A relação, no entanto, sempre foi de mão dupla. Raquel conta que a Cruzando Histórias mudou sua vida e continua transformando sua trajetória até hoje.
Foi por meio dessa experiência que ela teve contato com diferentes realidades, ampliou seu olhar para além da própria bolha e encontrou, na transição da tecnologia para o RH, um espaço para unir sua experiência profissional à paixão por desenvolvimento humano.
“Eu amadureci como profissional, aprendi realidades e diferenças que me arrancaram da minha bolha”, relata Raquel.
Nesse processo, sua compreensão sobre o trabalho também ganhou novos significados. Para Raquel, empregabilidade não é apenas conseguir um emprego. É autonomia, liberdade, possibilidade de escolha e capacidade de construir novos caminhos.
Por isso, sua visão sobre inclusão produtiva está diretamente conectada ao enfrentamento às violências de gênero. Ao criar oportunidades para que mulheres desenvolvam sua autonomia e conquistem seus espaços no mercado de trabalho, a Cruzando contribui também para ampliar suas possibilidades de escolha sobre a própria vida.
Um novo lugar dentro de uma história que já existe
Agora, Raquel assume um novo papel: o de vice-presidente da Cruzando Histórias.
A posição chega em um momento especialmente importante para a organização, que se aproxima de seus 10 anos e entra em uma nova fase de crescimento e fortalecimento institucional.
“A Raquel é uma pessoa muito antenada, inovadora e criativa. O grande diferencial dela é a paixão que tem por ver as mulheres transformando suas carreiras, assumindo as rédeas das suas trajetórias e conseguindo alcançar seus objetivos”, conta Bia Diniz, fundadora e presidente da Cruzando Histórias.
Na nova função, Raquel contribuirá especialmente para as estratégias relacionadas à empregabilidade, desenvolvimento humano e inovação social, trazendo sua experiência de mais de 15 anos de mercado e sua rede de relacionamentos para ampliar as oportunidades para as beneficiárias.
Também pretende atuar no desenvolvimento do time e no fortalecimento da cultura da própria organização.
Seu grande sonho é que a Cruzando seja cada vez mais um espaço de acolhimento e desenvolvimento para mulheres — uma porta de entrada para que encontrem apoio, oportunidades e caminhos para conquistar os espaços que sonham e precisam ocupar. E que cada mulher que passe pela Casa CH saia de lá lembrando do próprio valor.

Nova na posição. Não na história.
A vice-presidência é um novo lugar, mas essa história começou há quase 10 anos.
Com um contato no Facebook, um encontro que deveria ser um café e virou um milkshake, uma pequena oficina de currículo e uma voluntária que decidiu colocar seus conhecimentos a serviço de outras mulheres.
Desde então, muita coisa mudou.
A Cruzando cresceu. Raquel também. E a parceria que começou naquela conversa ganhou novas formas ao longo dos anos.
Agora, às vésperas de a organização completar 10 anos, chega um novo capítulo.
Não é o começo de uma nova história, mas a continuidade de uma construção que ainda tem muito para transformar.




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