top of page

Cruzando Histórias e Energisa lançam projeto de acolhimento psicológico para apoiar mulheres na ruptura do ciclo da violência doméstica

EscutAção Florescer oferecerá acolhimento psicológico especializado para até 150 mulheres em todo o país


O Brasil enfrenta um cenário alarmante de violência contra a mulher. Segundo a edição de 2025 da pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Datafolha, 37,5% das brasileiras entrevistadas relataram ter sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores ao levantamento.


O índice representa cerca de 21,4 milhões de mulheres com 16 anos ou mais e é o maior já registrado pela série histórica da pesquisa. Entre as vítimas, 47,4% afirmaram não ter tomado nenhuma atitude após a agressão mais grave sofrida.


Além das consequências físicas e emocionais, a violência compromete a autoestima, afeta o desempenho profissional, dificulta a permanência no mercado de trabalho e reduz a autonomia financeira das mulheres, fatores que frequentemente prolongam a permanência em relações abusivas.


Com o objetivo de oferecer um primeiro acolhimento capaz de ajudar mulheres a romper esse ciclo, a ONG Cruzando Histórias, em parceria com o Grupo Energisa e o Instituto Energisa, lança o EscutAção Florescer, projeto que disponibilizará acolhimento psicológico especializado e gratuito para mulheres em situação de violência doméstica em todo o Brasil.


Até novembro de 2026, a iniciativa pretende acolher 150 mulheres por meio de sessões individuais on-line de aproximadamente 30 minutos, conduzidas por psicólogas especializadas no atendimento a vítimas de violência. O agendamento é gratuito e pode ser realizado pelo site https://ch.ong.br/florescer.


Embora breve, o encontro foi estruturado para ser um ponto de partida. O objetivo não é substituir um processo terapêutico, mas oferecer uma escuta qualificada em um momento decisivo, ajudando a mulher a reconhecer sinais da violência, compreender sua situação, fortalecer sua confiança e conhecer caminhos possíveis para buscar proteção e reconstruir sua vida.


Ao final da sessão, as participantes também recebem informações sobre a rede de apoio e os serviços especializados disponíveis em sua região. A decisão sobre quais medidas adotar permanece, naturalmente, nas mãos da própria mulher, respeitando seu tempo, sua autonomia e sua segurança.

“Muitas mulheres não permanecem em relações abusivas porque querem, mas porque perderam a esperança de que existe uma alternativa. Às vezes, tudo começa quando alguém escuta sem julgar. O EscutAção Florescer nasce para mostrar que existe uma rede de apoio preparada para acolher essas mulheres e ajudá-las a enxergar que elas podem recomeçar”, comenta Bia Diniz, fundadora da Cruzando Histórias.

A iniciativa também busca ampliar a discussão sobre um tema que ainda recebe pouca atenção nas empresas: a violência doméstica ultrapassa os limites da vida pessoal e gera impactos diretos na empregabilidade, na produtividade e na independência financeira das mulheres. Ao comprometer a saúde emocional, a segurança e a estabilidade, a violência dificulta o desenvolvimento profissional e reduz as possibilidades de autonomia, justamente um dos principais caminhos para romper relações abusivas.


Para o Grupo Energisa e o Instituto Energisa, apoiar o projeto representa ampliar o compromisso social para além do ambiente corporativo, contribuindo para que mulheres encontrem acolhimento, informação e condições para reconstruir suas trajetórias. Embora o atendimento esteja disponível para todo o país, a iniciativa também busca fortalecer o acesso ao acolhimento psicológico na região Norte, onde está concentrada parte relevante da atuação do Grupo.


Além do acolhimento psicológico, o EscutAção Florescer pretende fortalecer a conscientização sobre a violência doméstica e incentivar que cada vez mais mulheres conheçam seus direitos e as redes de proteção disponíveis. A iniciativa reforça que enfrentar esse problema é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, poder público e empresas comprometidas com a construção de ambientes mais seguros, igualitários e humanos.





Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page