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Inclusão e violência digital marcam o primeiro dia da Cruzando Histórias na CSW70

Atualizado: há 2 horas

Delegação da organização participa do principal fórum global sobre direitos das mulheres e acompanha discussões sobre empregabilidade, acessibilidade e enfrentamento à misoginia nas plataformas digitais.


A Cruzando Histórias participou do primeiro dia de atividades da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, em Nova Iorque, principal fórum global sobre igualdade de gênero promovido pela ONU Mulheres.


Representando a organização, estiveram presentes Bia Diniz, Raquel Tetti e Marina Silveira, acompanhando debates e apresentações sobre inclusão no mercado de trabalho, desigualdades de gênero e enfrentamento à violência contra mulheres.


Entre os destaques da programação esteve a palestra de Carolina Ignarra, fundadora da Talento Incluir, que apresentou dados do Radar da Inclusão sobre a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O levantamento aponta que mulheres com deficiência estão entre os grupos mais impactados pelas desigualdades, evidenciando como o machismo estrutural já presente na empregabilidade feminina se intensifica quando combinado a outras barreiras sociais.


Carolina Ignarra uma mulher com deficiência em sala de conferência realizando uma apresentação sobre inclusão
Carolina Ignarra, fundadora da Talento Incluir.

Durante o painel também foi discutido o conceito de “fadiga de acesso”, que descreve o desgaste constante de pessoas com deficiência ao precisar reivindicar condições mínimas de acessibilidade para participar plenamente da vida profissional e social.


Outro momento relevante do dia trouxe reflexões sobre representatividade indígena no mercado de trabalho, com a liderança Naia Tupinambá destacando a importância de ampliar oportunidades econômicas para povos originários, especialmente para mulheres indígenas.


A delegação da Cruzando Histórias também acompanhou o evento internacional “Regulation, protection and justice: responses to gender-based digital violence”, que reuniu representantes do Brasil, Colômbia e México para discutir caminhos de enfrentamento à violência de gênero nas plataformas digitais. O encontro contou com a participação da Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e da primeira-dama Janja Lula da Silva, que abordaram os impactos da misoginia online e os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente digital.


Raquel Tetti (Cruzando Histórias) ao lado da Márcia Lopes (Ministra das Mulheres) e em seguida Marina Silveira (Cruzando Histórias).
Raquel Tetti (Cruzando Histórias), Márcia Lopes (Ministra das Mulheres) e Marina Silveira (Cruzando Histórias).

Durante o debate, autoridades citaram um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro que analisou cerca de 76 mil vídeos com conteúdo misógino no YouTube e identificou que cerca de 90% desses canais seguem ativos e em crescimento, evidenciando como a violência digital contra mulheres também se conecta a mecanismos de monetização e lucro nas plataformas.


Abaixo a pesquisa completa:


Os debates também abordaram o impacto do chamado “algoritmo patriarcal”, que pode amplificar discursos misóginos e dificultar a participação feminina no espaço público e político. Para especialistas presentes, enfrentar a violência digital contra mulheres exige não apenas mudanças legislativas, mas também mais diversidade na tecnologia e maior responsabilidade das plataformas digitais.


A participação da Cruzando Histórias na CSW70 reforça o compromisso da organização em acompanhar discussões globais que impactam diretamente a empregabilidade feminina, a inclusão e o acesso à justiça, trazendo aprendizados e conexões que possam fortalecer suas iniciativas no Brasil.

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