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Pacto pelo Fim do Feminicídio: Qual é o Papel das Empresas na Autonomia Financeira das Mulheres?

Atualizado: há 2 horas

O Brasil ocupa posições alarmantes nos rankings globais de violência contra a mulher. Nesse cenário, o Pacto Nacional pelo Fim do Feminicídio, lançado na última quarta-feira (4), surge como um movimento inédito dos três poderes para articular e colocar em prática, de forma estruturada, o objetivo de mudar as estatísticas de violência de gênero no país.



O que é o Pacto Nacional pelo Fim do Feminicídio?

Instituído como uma resposta urgente ao agravamento dos indicadores de violência de gênero, o Pacto representa uma articulação sem precedentes entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e seu objetivo é estabelecer uma rede de proteção mais integrada através das políticas públicas.

A estratégia está organizada em três eixos principais:

  • Prevenção Primária: Voltada à transformação cultural para erradicar estereótipos de gênero e misoginia.

  • Prevenção Secundária: Foca em identificar e intervir rapidamente em situações de risco já existentes, como ameaças ou agressões iniciais, utilizando o monitoramento e o acolhimento para interromper o ciclo de abuso antes que ele evolua para um crime fatal.

  • Prevenção Terciária: Dedicada à oferecer suporte para a mulher que já sofreu violência, garantindo que ela tenha meios para reconstruir sua vida e não precise retornar ao ambiente de risco. Na prática, isso significa garantir saúde, justiça e, principalmente, a autonomia financeira.


2025: Um Marco de Urgência Nacional

O ano de 2025 registrou a marca trágica de 1.470 feminicídios, o maior índice da história do país, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse dado evidenciou que os mecanismos de proteção isolados já não são suficientes para conter a violência de gênero. 

A segurança da mulher envolve múltiplos fatores de vulnerabilidade, e a ausência de autonomia financeira é um dos seus pontos mais críticos. Sem renda, muitas mulheres continuam expostas ao ciclo de violências. A falta de uma ocupação profissional cria uma dependência financeira para necessidades básicas e, muitas vezes, para o sustento dos filhos. 

Mas os impactos vão além do aspecto econômico. A situação de desemprego também impõe um isolamento silencioso. O ambiente de trabalho costuma ser a principal rede de apoio externa de uma mulher, é onde uma colega atenta pode perceber sinais de abuso e oferecer ajuda. Quando esse vínculo profissional não existe, a mulher perde também sua conexão com o mundo fora do controle do agressor. Por isso, garantir o acesso ao trabalho é abrir uma porta para que uma mulher recupere sua identidade, sua segurança e, acima de tudo, sua liberdade.


Como sua empresa pode fazer parte dessa mudança?

O setor corporativo é porta de entrada para a autonomia financeira acontecer na prática e a Cruzando Histórias é a ponte para esse movimento.

Somos uma organização social dedicada a acolher, desenvolver e orientar mulheres em situação de desemprego. Com 9 anos de estrada e mais de 30 mil mulheres atendidas, desenvolvemos metodologias próprias reconhecidas (como o EscutAção) que acolhe mulheres para retomarem suas carreiras com confiança. Conheça mais sobre o nosso trabalho:

  • Contratações Afirmativas: Apoiamos sua empresa desde a divulgação até o processo seletivo de vagas afirmativas. Conecte sua organização a novas histórias!

  • Voluntariado Corporativo: A Cruzando Histórias impulsiona sua empresa na construção de projetos de impacto social para mulheres, e desenvolve seus colaboradores através do voluntariado.

  • Workshops e Palestras: Caminhamos com organizações na construção de ambientes mais inclusivos, seguros e preparados para lidar com temas como equidade e prevenção ao assédio.

Ao ser uma empresa parceira da Cruzando Histórias, sua organização investe em um país onde o trabalho é a base da segurança e do recomeço para milhares de mulheres.

O combate à violência de gênero é uma responsabilidade coletiva. Vamos abrir essa porta juntos?





 
 
 

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