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Cruzando Histórias participa de talks sobre prevenção da violência e combate ao assédio na sede do Grupo L'Oréal

Atualizado: há 3 dias

Iniciativas globais reforçam o papel da informação e da educação na prevenção da violência contra mulheres.


No último 27 de março, a Cruzando Histórias esteve presente na sede do Grupo L’Oréal no Brasil, no Rio de Janeiro, com especialistas, convidadas e vozes atuantes para discutir caminhos de prevenção à violência, desde os primeiros sinais em relações íntimas até o enfrentamento do assédio em espaços públicos.


Representando a nossa organização, a fundadora Bia Diniz participou de dois momentos centrais do encontro: um talk sobre o programa Abuso Não é Amor, da YSL Beauty Brasil, e outro sobre o StandUp, iniciativa global da L’Oréal Paris voltada ao combate ao assédio.


Quando o abuso não parece abuso


Durante o talk sobre o programa Abuso Não é Amor, o foco esteve em um ponto essencial: a dificuldade de reconhecer os primeiros sinais de um relacionamento abusivo.


O debate contou também com a participação de Cândida Andrade, Joyce Trindade, Patrícia Ramos e Mariana Goldfarb, que trouxeram diferentes perspectivas sobre o tema: da comunicação à política pública, passando por vivências e impacto social.


Bia Diniz destacou que o abuso raramente começa de forma explícita. Ele se constrói aos poucos, em comportamentos que podem ser confundidos com cuidado, como o ciúme excessivo, o controle e a manipulação.


Essa progressão silenciosa é um dos principais desafios no enfrentamento da violência por parceiro íntimo e reforça a importância da informação como ferramenta de prevenção.


Cândida Andrade (Coordenadora de advocacy, influência e comunicação da L'Oréal), Bia Diniz (Cruzando Histórias), Joyce Trindade (Secretária de Políticas da Mulher do Rio de Janeiro), Patrícia Ramos (Apresentadora) e Mariana Goldfarb (Influenciadora).
Cândida Andrade (Coordenadora de advocacy, influência e comunicação da L'Oréal), Bia Diniz (Cruzando Histórias), Joyce Trindade (Secretária de Políticas da Mulher do Rio de Janeiro), Patrícia Ramos (Apresentadora) e Mariana Goldfarb (Influenciadora).

Os sinais que não podem ser ignorados


Um dos destaques da conversa foi a apresentação dos 9 sinais de alerta de um relacionamento abusivo, trabalhados no programa. São eles:


1) Ignorar

2) Chantagear

3) Humilhar

4) Manipular

5) Demonstrar ciúmes excessivo

6) Controlar

7) Invadir a privacidade

8) Isolar

9) Intimidar


Reconhecer esses padrões ainda no início pode ser decisivo para interromper ciclos de violência antes que se agravem. O treinamento completo está disponível de forma gratuita aqui.


Do relacionamento ao espaço público: o combate ao assédio


Além da discussão sobre violência em relações íntimas, o encontro também ampliou o olhar para outro cenário urgente: o assédio em espaços públicos.


No talk sobre o programa StandUp, participaram do debate Paula Yong, Richarlyson e Samir Salvio, trazendo diferentes perspectivas, do esporte à estratégia e comportamento do consumidor, sobre como tornar ambientes coletivos mais seguros para mulheres.


Como destaque, essa iniciativa, conduzida pela L’Oréal Paris em parceria com a Cruzando Histórias, levou o treinamento de combate ao assédio para mais de 70 mil torcedores em jogos realizados no Estádio Nilton Santos e na Neo Química Arena, envolvendo torcidas do Botafogo e do Corinthians.


Mais do que uma campanha, a ação propõe uma mudança de comportamento: ensinar pessoas comuns a reconhecer e intervir com segurança em situações de assédio.


Samir Salvio (Gerente Sênior de category e shopper insights da L'Oréal), Bia Diniz (Cruzando Histórias), Paula Young (Head of comercial activations & international relations do Botafogo) e Richarlyson (ex- jogador e atualmente comentarista).
Samir Salvio (Gerente Sênior de category e shopper insights da L'Oréal), Bia Diniz (Cruzando Histórias), Paula Young (Head of comercial activations & international relations do Botafogo) e Richarlyson (ex- jogador e atualmente comentarista).

Os 5Ds: como agir de forma segura


No centro do programa StandUp está a metodologia dos 5Ds, ferramentas simples e acessíveis que orientam como agir diante de uma situação de assédio. Conheça:


1) Distrair: interromper a situação de forma indireta, por exemplo, fingindo conhecer a vítima;

2) Delegar: buscar ajuda de autoridades ou responsáveis pelo local;

3) Documentar: registrar a situação com segurança;

4) Dialogar: acolher a vítima e oferecer apoio;

5) Direcionar: se posicionar e nomear o comportamento inadequado.


A proposta é ampliar a sensação de segurança coletiva e incentivar a responsabilidade compartilhada.


Por que isso importa?


Os dados ajudam a dimensionar a urgência do tema:


  • 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio em espaços públicos;

  • Estudos internacionais apontam aumento de até 38% na violência doméstica após grandes jogos;

  • Mesmo com maior presença feminina, estádios ainda são percebidos como ambientes pouco seguros.


Ambientes com grande circulação de pessoas, anonimato e baixa responsabilização tendem a aumentar os riscos, e é justamente nesses espaços que iniciativas educativas podem gerar impacto real.


Informação que transforma


Durante o encontro, a Cruzando Histórias reforçou seu compromisso com a prevenção da violência por meio da educação, apresentando tanto o treinamento gratuito Abuso Não é Amor, quanto as ações do StandUp.


Seja ao ajudar a identificar sinais sutis dentro de um relacionamento, seja ao ensinar como agir diante de uma situação de assédio, os dois programas partem do mesmo princípio: informação gera consciência, e consciência pode transformar realidades.


Muitas vezes, reconhecer um sinal ou saber como agir é o primeiro passo para interromper um ciclo de violência.

 
 
 

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