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Saúde mental da mulher: encontro destaca acolhimento, autoconhecimento e caminhos acessíveis de cuidado

Palestra promovida pela Cruzando Histórias reuniu mulheres para discutir emoções, sobrecarga e acesso à saúde mental


Em um cenário marcado por sobrecarga, insegurança financeira e múltiplas responsabilidades, cuidar da saúde mental tem se tornado uma necessidade urgente, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Com esse olhar, a Cruzando Histórias promoveu um encontro online voltado à saúde mental da mulher, reunindo participantes de diferentes contextos para uma conversa sobre acolhimento, autoconhecimento e caminhos possíveis de cuidado emocional.


Conduzida pela psicóloga Jéssica Sano, a palestra trouxe reflexões práticas sobre como reconhecer emoções, identificar sinais de alerta e entender que o cuidado começa antes mesmo de um diagnóstico.


Emoções sem rótulos: um convite ao autoconhecimento


Abrindo o encontro, a especialista propôs um exercício simples, mas essencial: olhar para as emoções sem julgamento.


A partir de referências do cotidiano, a palestra destacou que sentimentos como ansiedade, tristeza e medo fazem parte da experiência humana, e não devem ser vistos como falhas.


“Muitas vezes, não aprendemos a nomear o que sentimos. E quando não conseguimos identificar, isso pode aumentar o sofrimento”, explicou.

A proposta foi ampliar o olhar sobre as emoções, entendendo que elas são sinais importantes e não problemas a serem eliminados.


Sobrecarga feminina e sinais de alerta


Ao longo da conversa, um ponto comum entre as participantes foi a sobrecarga vivida no dia a dia: múltiplas responsabilidades, instabilidade financeira e desafios nas relações.


Nesse contexto, a Jéssica destacou alguns sinais de atenção para a saúde mental:


  • Cansaço constante e dificuldade para descansar;

  • Desânimo persistente;

  • Dificuldade de concentração;

  • Alterações no sono e no apetite;

  • Impacto na rotina e nas atividades diárias.


A orientação foi clara: nem todo sofrimento é um transtorno, mas todo sofrimento merece cuidado.


Captura de tela durante a palestra.

Autodiagnóstico e o risco dos rótulos


Outro tema que gerou identificação foi o hábito de buscar respostas na internet, seja por meio de pesquisas ou ferramentas digitais, como as inteligências artificiais.


Embora esses recursos possam ajudar a levantar hipóteses, o encontro trouxe um alerta importante sobre o autodiagnóstico. O risco, segundo a psicóloga, está em se rotular sem uma avaliação adequada, o que pode gerar ainda mais ansiedade e confusão.


“O mais importante não é o diagnóstico em si, mas entender o que você está sentindo e buscar o cuidado adequado”, reforçou.

Caminhos possíveis para o cuidado em saúde mental


Um dos pontos centrais do encontro foi mostrar que o cuidado com a saúde mental pode, e deve, ser acessível.


Foram apresentados diferentes caminhos para buscar apoio psicológico, incluindo:


  • Atendimento pelo SUS;

  • CAPS (Centros de Atenção Psicossocial);

  • Clínicas-escola de universidades;

  • Projetos sociais e organizações da sociedade civil;

  • Grupos de apoio e rodas de conversa.


A própria Cruzando Histórias oferece acolhimento psicológico gratuito, com atendimentos pontuais voltados ao momento presente da mulher em situação de desemprego.


Captura de tela durante a palestra.

Entre o cuidado profissional e o cotidiano


Além dos serviços especializados, a palestra também destacou a importância de práticas simples no dia a dia como forma de regulação emocional.


Entre elas:


  • Caminhar ao ar livre;

  • Manter contato com a natureza;

  • Desenvolver atividades manuais;

  • Escrever;

  • Participar de grupos e comunidades;

  • Estar com pessoas de confiança;

  • Permitir-se descansar sem culpa.


A proposta não é substituir a terapia, mas criar estratégias possíveis enquanto o acesso ao atendimento não acontece.


Um encontro que reforça o cuidado integral


Mais do que um conteúdo informativo, o encontro se consolidou como um espaço de escuta, troca e acolhimento, pilares que fazem parte da atuação da Cruzando Histórias.


Ao integrar saúde mental e empregabilidade, a iniciativa reforça que o desenvolvimento profissional também passa pelo equilíbrio emocional.


Em um contexto em que muitas mulheres enfrentam desafios de forma solitária, criar espaços de diálogo e apoio coletivo é um passo fundamental para fortalecer trajetórias e ampliar possibilidades.


Cuidar de si também é um caminho possível


O principal recado do encontro foi direto: não é preciso esperar um diagnóstico ou um momento extremo para começar a se cuidar.


Reconhecer o próprio sofrimento, buscar apoio e construir pequenas estratégias no dia a dia já são passos importantes.


Cuidar da saúde mental não começa quando é possível pagar, começa quando se reconhece que precisa de cuidado.


Captura de tela durante a palestra.

1 comentário

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Paloma
29 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Muito carinho e cuidado envolvido nessa palestra, além de informações valiosas! ❤️‍🩹

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