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Violência contra a mulher também é um problema das empresas

Atualizado: há 3 minutos

Entenda por que o ambiente de trabalho pode fazer parte da rede de proteção às mulheres


Durante muito tempo, a violência contra a mulher foi tratada como um assunto exclusivamente doméstico. Um problema da esfera privada, restrito à casa, à família ou às relações afetivas. Hoje, sabemos que essa visão está longe da realidade: a violência acompanha as mulheres para todos os espaços da vida, inclusive o trabalho.

Ela chega em forma de ansiedade, dificuldade de concentração, queda de produtividade, afastamentos, mudanças bruscas de comportamento, problemas financeiros, pedidos frequentes de dispensa, isolamento e até desistência da carreira. Muitas vezes, esses sinais são interpretados apenas como questões de desempenho quando, na verdade, podem ser consequência de uma situação de violência vivida fora do ambiente corporativo.

Os números mostram a dimensão desse desafio. Segundo a pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil 2025, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Datafolha, 37,5% das brasileiras com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência nos 12 meses anteriores ao levantamento. Isso representa cerca de 21,4 milhões de mulheres, o maior índice já registrado pela série histórica da pesquisa.

Outro dado que chama atenção é: 47,4% das vítimas não buscaram qualquer tipo de ajuda ou não tomaram nenhuma atitude após a agressão mais grave sofrida. Esse silêncio também entra nas empresas.

O trabalho pode ser um espaço de proteção


Para muitas mulheres, o ambiente de trabalho é o único espaço de convivência fora do ciclo de violência. É onde elas passam boa parte do dia, constroem relações de confiança e, muitas vezes, encontram a única oportunidade de serem vistas por alguém que perceba que algo não está bem.

Isso não significa que empresas devam assumir o papel de órgãos de segurança pública ou serviços especializados, mas significa reconhecer que elas têm capacidade de identificar sinais, acolher de forma responsável e criar caminhos seguros para que uma colaboradora tenha acesso à rede de apoio adequada.


Cada vez mais, esse entendimento faz parte das estratégias de gestão de pessoas, diversidade, ESG e saúde corporativa, pois promover um ambiente psicologicamente seguro não envolve apenas cuidar do clima organizacional, também envolve compreender que questões sociais impactam diretamente a vida das pessoas e, consequentemente, os resultados das organizações.

Acolher não exige respostas prontas


Um dos maiores receios das lideranças é acreditar que precisam saber exatamente o que fazer diante de um relato de violência. Na prática, o primeiro passo costuma ser muito mais simples: saber ouvir.


Criar um ambiente sem julgamentos, conhecer os canais de encaminhamento disponíveis, respeitar o tempo da vítima e evitar revitimizações já representa uma diferença significativa para quem enfrenta esse tipo de situação.

Quando existe preparo, protocolos claros e uma cultura de acolhimento, aumenta a chance de que mulheres em situação de violência consigam romper o silêncio e acessar os serviços especializados de que precisam.


Existem caminhos que já estão sendo colocados em prática


Nos últimos anos, empresas de diferentes setores passaram a desenvolver iniciativas para enfrentar a violência contra a mulher de forma estruturada. Entre elas estão programas de conscientização, capacitação de lideranças, fortalecimento de canais internos de acolhimento, projetos voltados à autonomia financeira, apoio psicológico e parcerias com organizações da sociedade civil especializadas no tema.

Na Cruzando Histórias, esse trabalho acontece por meio de uma teoria de mudança baseada em três pilares complementares: Inclusão Produtiva, Saúde e Bem-Estar e Garantia de Direitos.



Essa abordagem orienta projetos desenvolvidos em parceria com empresas e instituições, como o Stand-Up, em parceria com a L'Oréal Paris; Abuso Não É Amor, com Yves Saint Laurent Beauté; Despertando a Empreendedora, realizado com BNDES e Empreende Aí; e o EscutAção Florescer, desenvolvido em parceria com o Grupo Energisa, que oferece acolhimento psicológico especializado para mulheres em situação de violência doméstica.

Cada iniciativa atua em uma etapa diferente da jornada de proteção e reconstrução da autonomia, mostrando que o enfrentamento da violência exige ações integradas e de longo prazo.


Agosto Lilás é um convite à ação


O Agosto Lilás marca o aniversário da Lei Maria da Penha e reforça a importância de manter esse debate vivo durante todo o ano. É uma oportunidade para que empresas revisem suas políticas internas, fortaleçam suas lideranças e entendam como podem contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e humanos.


Pensando nisso, no dia 30 de julho, das 10h às 11h, a Cruzando Histórias realiza o 3º Painel Agosto Lilás — Como empresas enfrentam a violência contra a mulher, um encontro on-line e gratuito voltado para profissionais de RH, compliance, ESG, comunicação interna, marketing e lideranças.



3° Painel: Agosto Lilás - Como empresas enfrentam a violência contra a mulher
30 de julho de 2026 10:00 – 11:00 BRTOnline via Microsoft Teams
Inscreva-se

Durante o painel, serão apresentados dados sobre os impactos da violência no ambiente corporativo, formas de identificar sinais de sofrimento, estratégias de acolhimento e casos reais de organizações que já desenvolvem iniciativas de enfrentamento.


Ao final do encontro, participantes que preencherem a avaliação receberão gratuitamente o Mini-Guia de Enfrentamento à Violência contra a Mulher para Lideranças, um material prático com orientações para aplicação no cotidiano das organizações.

A violência contra a mulher é uma questão social, mas seus impactos também são organizacionais, por isso, quanto mais cedo as empresas compreenderem esse papel, maiores serão as chances de construir ambientes onde mulheres encontrem não apenas trabalho, mas também segurança, respeito e possibilidades reais de recomeço.



Serviço


3° Painel: Agosto Lilás — Como empresas enfrentam a violência contra a mulher

Evento on-line via Microsoft Teams

30 de julho de 2026

Das 10h às 11h


Inscrições devem ser feitas na página: ch.ong.br/agosto-lilas-26


Card do 3° Painel do Agosto Lilás, dia 30/07, das 10h às 11h. Tema: Como empresas enfrentam a violência contra a mulher. Participação de Bia Diniz, com foto circular dela sorrindo. Fundo em degradê lilás e roxo com silhuetas femininas. Realização: Cruzando Histórias.

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