Karina e seu voo de superação

''Foi através do trabalho da Cruzando Histórias que eu resgatei a minha segurança e autoestima para lutar pelo emprego dos meus sonhos!"


Karina Queiroz Schiassinatti, 31 anos, São Paulo, SP


Eu vivia em um círculo vicioso: era infeliz no meu trabalho como assistente administrativa, mas tinha medo de perder a estabilidade por ser um concurso público. Sonhava em ser comissária de bordo, mas não acreditava que isso seria realidade. Vivi 12 anos presa nesse dilema e me sentindo cada vez mais infeliz e doente.


A verdade é que o medo sempre esteve presente na minha vida. Eu tinha medo de trocar o certo pelo duvidoso. Isso porque aprendi desde cedo que podia contar com o apoio emocional dos meus pais, mas, financeiramente, eu tinha que me virar sozinha. Então, quando entrei nesse concurso público, em 2005, aos 19 anos, me agarrei ao meu salário e fui tentando levar minha vida em paralelo.


Foi assim, por exemplo, que consegui fazer a minha formação de comissária de bordo em um curso aos sábados. Ao longo dos anos também juntei dinheiro para fazer um intercâmbio porque sempre quis ter essa experiência e sabia que o inglês era um ponto muito importante para a carreira que eu queria. Levei meu tempo, mas consegui: em 2009, pedi licença não remunerada no trabalho, e viajei para ser babá nos Estados Unidos. Foi uma realização maravilhosa!


Voltei para o Brasil com a certeza de que iria logo mudar de emprego. Mas nem sempre as coisas acontecem como a gente planeja, né? Passei por dois processos seletivos para ser comissária de bordo, fiquei muito empolgada, mas fracassei na fase final. Hoje eu acredito que estava insegura na dinâmica em grupo. Algo dentro de mim ainda tinha aquele medo do "incerto". Recebi essas negativas como um banho de água fria e passei a acreditar que o sonho de ser comissária era algo impossível.


Guardei essa frustração no coração e mudei o foco: me matriculei na faculdade de Jornalismo. Durante meus anos de estudo, me conformei naquele trabalho porque podia pagar as minhas mensalidades. A conquista do diploma foi bem importante, mas, lá no fundinho eu ainda amargurava o sonho de ser comissária de bordo.


É nesse ponto, no ano de 2017, que cheguei no meu limite de insatisfação profissional. Já tinha terminado a faculdade, tentei migrar internamente para uma vaga de jornalismo, mas não consegui. A minha insatisfação ficou ainda mais angustiante. Lembro que nessa época eu dormia e acordava chorando. "Será que essa vai ser a minha vida?", eu pensava. Perdi as contas de quantas vezes fui chorar no banheiro durante o expediente.


E foi exatamente nesse ano que a Cruzando Histórias entrou na minha história. Conheci o projeto da Bia e, sem pensar duas vezes, me candidatei para trabalhar como jornalista voluntária. Incrível como nada nessa vida é à toa! Trabalhar como jornalista ali serviu como um respiro ao meu caos particular. Na Cruzando Histórias também pude ver e aprender com os relatos de muitas outras pessoas que sofriam com desemprego ou insatisfação profissional.


Cheguei em 2019 assumindo que eu precisava tomar uma atitude. Já não conseguia mais me preencher com uma vida em paralelo. Estava consciente de que eu precisava sair daquele emprego. Parece que o destino atende aos nossos pedidos e foi quando eu vi um post de vagas para comissárias de bordo, no Instagram de uma amiga. "UAU! Será que ainda vale a pena investir nesse sonho? Acho que estou velha, tenho tatuagem e piercing, não tenho mais chances", pensei.


A parte linda dessa história é que, dessa vez, eu tive ajuda para enfrentar meus medos. A Bia, essa amiga e meu namorado, fizeram uma força-tarefa de motivação para me convencerem a tentar a tal vaga de comissária. Às vezes a gente está tão desacreditada que precisa mesmo desse apoio dos outros.


Além do incentivo eu ganhei todo preparo: passei por um processo de mentoria na Cruzando Histórias, fui entrevistada várias vezes pelo meu namorado e pela Bia e aprendi a reconhecer meus pontos fortes. Mais do que isso: eu resgatei a minha segurança e esperança nesse sonho! "Sim, eu sou capaz, eu quero essa vaga!", entendi. E fui para a entrevista de emprego me sentindo confiante de verdade.


No dia 18/09/2019 meu telefone tocou e eu ouvi o meu tão sonhado SIM! Eu entrei para o time de comissárias de bordo da GOL companhias aéreas! Eu estou tão feliz! E muito disso eu tenho que agradecer ao trabalho incansável da Cruzando Histórias que meu deu apoio prático e emocional durante todo o processo. Agora eu posso literalmente dizer que conquistei as minhas tão sonhadas asas!



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