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Setembro Amarelo, o cansaço das mulheres e o cuidado com quem cuida

Atualizado: 18 de set. de 2023

Sabemos que a pandemia teve um grande impacto na saúde mental das mulheres. Já sobrecarregadas entre as tarefas em casa e o cuidado de familiares, muitas ainda tinham como responsabilidade o sustento da família e o trabalho externo. Com a pandemia, os problemas aumentaram e se multiplicaram.


O relatório Gender and Health Analysis: COVID-19 in the Americas, realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e divulgado em março de 2022, mostrou que estar no papel de cuidadora aumentou o risco de contrair COVID-19 para as mulheres. 72% dos profissionais da área da saúde infectados nas Américas, inclusive, foram mulheres.


Os casos de violência contra mulheres também crescerem exponencialmente durante o período. De acordo com 14° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 648 mulheres foram assassinadas nos primeiros seis meses de 2022, quando a pandemia de coronavírus chegou ao Brasil, um aumento de 22,2% quando comparado ao mesmo período em 2021.


Ou seja, mesmo dentro de seus lares, as mulheres ainda estavam sob perigo e maior estresse. No caso, um perigo duplo: o vírus e quem vivia com elas.


o cansaço tem rosto


Já sabemos que, globalmente, há um pensamento inserido na sociedade de que o cuidado dos filhos deve ser de responsabilidade da mulher. A decisão de tê-los, por outro lado, não é vista da mesma forma. Segundo o relatório “Índice de Normas Sociais de Gênero”, publicado neste ano pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, mais de 75% da população tem preconceitos em questões como violência e direito de decisão sobre ter filhos.


Com isso, retomamos o questionamento que já fizemos diversas vezes: quem cuida de quem cuida? As mulheres lidam, ao mesmo tempo, com pressões relacionadas à maternidade, aos cuidados com a casa e familiares, emprego e diferentes formas de violência. Já sabemos que, em 2022, mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas.* Mas quem está cuidando delas?


Estamos cansadas, esgotadas. E não é possível falarmos sobre valorização da vida ou saúde mental sem pensarmos que existe todo um peso social em cima das mulheres que permanece existindo - e piorando - ano após ano. Não bastam campanhas de Setembro Amarelo, é preciso mudanças que permitam às mulheres realmente cuidarem de sua saúde mental e, o mais importante, descansarem. Física, emocional e mentalmente.


saúde mental para a cruzando histórias


Saúde mental sempre foi uma pauta fundamental para a Cruzando Histórias. Compreendemos que empregabilidade envolve diversos fatores e que para ingressar ou se manter no mercado de trabalho não basta apenas ter oportunidades, é necessário também ter cuidados. E esses cuidados passam pela saúde mental.


Acreditamos em um trabalho por meio da escuta empática, da comunicação não-violenta e do acolhimento. Aplicamos a EscutAção, metodologia própria desenvolvida pela Bia Diniz, que busca utilizar todos esses elementos para um atendimento que empodere, mas também acolha as mulheres que antedemos.


Dentro dessa metodologia, encontramos uma das vertentes mais fortes e fundamentais da Cruzando Histórias: o acolhimento psicológico. Realizado pela psicóloga Jéssica Sano, ele consiste em um encontro individual com duração de 30 minutos no online.


O objetivo do Acolhimento Psicológico é promover uma escuta ativa, para que você possa falar sobre sentimentos e emoções presentes, momentos e vivências com algum ponto de dificuldade, gerando reflexão e autoconhecimento.


A sua empresa também pode ajudar a oferecer esse e outros cuidados e contribuir para o cuidado mental das mulheres.

*Dados coletados pelo recorte Outras Formas de Trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua de 2022.

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