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Agosto lilás: o combate à violência contra as mulheres é um assunto de todos

Atualizado: 7 de ago. de 2023

Alerta de gatilho: esse texto contém dados sobre agressão e violência contra a mulher, incluindo menções à violência doméstica e feminicídio.


No Brasil, a cada quatro horas, uma mulher é vítima de violência. Em 2022, foram registrados mais de 2.400 casos, sendo quase 500 de feminicídios. Isso significa que, a cada dia, ao menos uma mulher morreu simplesmente por ser mulher. Tais dados foram coletados pela a Rede de Observatórios da Segurança para o Relatório Elas Vivem: Dados que não se calam, apresentado no 1° Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira, em Brasília.


Ao nos depararmos com números tão chocantes, não fica difícil entender por que o combate à violência contra as mulheres deve ser um assunto de todos. É necessário que todas a sociedade tenha consciência e se engaje nessa luta. Pensando nisso, surgiu o Agosto Lilás, campanha criada em alusão à Lei Maria da Penha, e que visa alertar sobre a questão e educar as pessoas para entenderem a importância de se enfrentar ativamente a violência contra as mulheres.

Dados brasileiros de violência contra a mulher são alarmantes.
Dados brasileiros de violência contra a mulher são alarmantes. (Créditos: Relatório Elas Vivem: Dados que não se calam)

é preciso meter a colher, sim!


Ainda de acordo com o relatório, as principais motivações de crimes contra mulheres são brigas e términos de relacionamentos e 75% dos feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Por conta disso, muitas pessoas ainda acreditam que esse é um assunto que não lhes diz respeito e que se a briga é entre um casal ou ex-casal, não há o que fazer. O famoso em briga de marido e mulher, não se mete a colher. A questão é: se mete, sim!


Na pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, realizada pelo Ipea em 2014, 63% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. E 89% concordam que “a roupa suja deve ser lavada em casa”, enquanto que 82% consideram que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.


Isso faz com que o Brasil tenha, por exemplo, ao menos cinco mulheres sendo espancadas a cada 2 minutos e com o parceiro (marido, namorado ou ex) sendo responsável por mais de 80% dos casos reportados, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado (FPA/Sesc, 2010).


Lei Maria da Penha


Atualmente, um dos principais mecanismos legais de defesa para as mulheres - e que nos permite "meter a colher" - é a Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, ela leva o nome da hoje ativista do direito das mulheres e farmacêutica brasileira, que ficou paraplégica após sofrer violência de seu então marido em 1983.


A lei é reconhecida como uma das leis mais completas sobre o tema, prevendo cinco tipos de violência: física, sexual, patrimonial, psicológica e moral. Mais importante: a lei trouxe mecanismos de proteção às vítimas, assumindo que a violência de gênero contra a mulher é uma responsabilidade do Estado brasileiro, e não apenas uma questão familiar.


A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), de forma anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Desde abril deste ano, foi determinado que as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher funcionem ininterruptamente. A denúncia também pode ser feita por meio do WhatsApp do Ligue 180: (61) 9610-0180.


A CRUZANDO HISTÓRIAS NESSA LUTA:


Entendemos que recolocar mulheres no mercado é uma maneira de combater as diversas violências que sofremos, porém, não é o bastante. Com isso, visamos, por meio de parceiros, trazer informação e conhecimento para o máximo de pessoas. Entre as possibilidades, oferecemos:


Treinamento de combate ao assédio no ambiente de trabalho;

Palestra sobre Violência contra a mulher;

Stand Up - Treinamento de prevenção à importunação sexual;


Saiba como a sua empresa pode apoiar e contribuir com o enfrentamento à violência contra as mulheres!

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Créditos da imagem usada no destaque desse texto: Divulgação/EBC

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