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  • 2020 Cruzando Histórias: Resultados

    Somos defensores da celebração por pequenas, médias e grandes conquistas. Então não há como escrever esse texto, sem uma boa dose de emoção. E de boa emoção! Daquela que enche os olhos, e permite abraços demorados. Vencemos 2020! Sobrevivemos em 2020! Crescemos em 2020! Não há grande glória no crescimento de uma organização social, é verdade. As ONGs existem e resistem para ocupar as lacunas sociais, e apesar de compreender que somos solução para um grande problema, nos permitimos celebrar o trabalho vivo e bem feito. Um ano de muitos desafios? Sim e por todos os lados, claro que aqui também. Mas a colaboração foi posta a prova, e ampliamos nossa entrega. E o melhor, confiamos na nossa essência do CUIDADO. E ele se tornou o eixo central. Nós cuidamos da pessoa em desemprego. Não é só sobre empregabilidade, é sobre gente, sobre pessoas, sobre as nossas pessoas. A transformação digital nos possibilitou acessar territórios diversos, e corremos o Brasil levando empatia e colaboração, em especial, para as mulheres sem trabalho e renda. Nosso Relatório de Atividades 2020 será publicado em março, mas deixamos aqui o sabor das entregas que realizamos. Assistam esse video e sintam o sabor da Cruzando Histórias. Somos por cada um que confia e soma à nossa causa. Somos, cada dia mais, a NOSSA CH.

  • Resultado Doa Brasil: Costura do Sonho

    Conheça a lista de doadores do Doa Brasil. A Cruzando Histórias, pela segunda vez consecutiva, foi uma das ONGs e projetos sociais, selecionados pela Doare para participar do Doa Brasil, um programa de aceleração em captação de recursos para buscar sustentabilidade financeiras para projetos. Dia 16 de novembro de 2020 iniciamos a campanha "Costura do Sonho" com o propósito de levarmos amparo, desenvolvimento e oportunidades para 1000 mulheres em 2021. Em 31 de dezembro de 2020, alcançamos 60% da meta. Na Jornada CH, mil mulheres serão cuidadas e terão suas carreiras transformadas pela trilha: oficina de empregabilidade + empreendedorismo + empoderamento digital + escuta e orientação de carreira + psicoterapia. Para viabilizar o projeto, continuamos prospectando doadores e empresas patrocinadoras. Em ordem alfabética, o nosso agradecimento às pessoas que acreditam na CH e contribuíram financeiramente para a continuidade do nosso trabalho em 2021, pois sem o apoio de vocês a Cruzando Histórias não alcançaria tantas pessoas: Ailton Santana Alessandra Rodrigues Alexandre Favarin Riqueti Alexandre Pellaes Alice Salvo Sosnowski Aline Fernandes Barbosa Aline Santos Lima Ana L S Maciel Ana Vitória Baraldi Andrea L Napolitano Andressa S Silva Aneliza Nunes De Almeida Anna P B Colacino Arlete Vasconcelos Arthur Preto Gandra Beatriz Freitas Maluf Beatriz M Lacerda Beatriz M M Diniz Bruna Mamede Bruno Campos Bruno G Trigo Cad Technology Sistemas De Informática Ltda Camila Santos Pereira Camilla Cavalcanti Carina Juliano Marques Carla L Federizzi Carlos Edgard De Jesus Carolina Aravena Ruza Carolina Ferreira Freitas Carolina Reis Caroline De Paula Campos Caroline Neumann Cátia C.c. Kraetzig Cesar Ricardo Bertini Christiane Christina Barboza Clarissa Calçada Cristiane Macedo Roseiro Cristiane P Rosa Cristina M Serra Cristina Sabbag Daniela Boer Brunhani Arantes Daniela Da Silva Nascimento Daniela Damiati Daniela De Moura Rodrigues Araújo Danielle A A Pena Denise Serpone Bueno Diemerson Batista Edlane Alvares Fagundes Barbosa Elaine Cristina Elber Nantes Eliana Pinto Eliane L Lopes Elisangela Aquino Elvis F Arruda Ercil M S Santos Eric Fabricio Arruda Erika Ferreira Erika Iagallo Erika Iagallo Conde Guerreiro Ester Isoton Eunice Rodrigues Evelyn Freitas Fabiana Monteiro Conti Della Manna Fabiana Oliveira Fabíola Oliveira Felipe Antunes Felipe L Reviglio Fernanda Fernanda Silva De Oliveira Flavia D Urbano Flavia Martin Gabriela Camargo Gabriela G Brito Gabriela Paschoal Gessica N P Amaral Gisele Martins Murakami Miguel Giselle Chissini Giselle Schwarts Giulia Baptista Glaucia Santos Guilherme Bonaroti Hai Africa Helena Shimizu Hilton De Brito Fh Ivanice Silva Ivo Ramalho Janaina R V Macedo Janilene Vieira Prieto Da Silva Jaqueline Fernandes Gomes De Araujo Jasmin Anuj P Berezaga Jhenyffer Coutinho João P Joice De Campos Gasques Jóice De Lemos Jonas Gonçalves Da Silva Jorge Lucio Garcia Lopes Juliana Juliana A Gayoso Juliana Honorato Barbosa Teixeira Juliana Martins Juliana Murad Basile Juliana Pedrosa Vieira Juliana Yumi Campos Juliene Correa Rodrigues Julio Cesar Lúcio Pio Papa Karene Rodrigues Dos Santos Karina Marvejol De Carvalho Karina Schiassinatti Katiana V Da Silva Kellyn Backendorf Laercio Ap Silva Larissa Alves Laura Piana Lemos Leandro M Yoshizumi Leticia M Pereira Ligia S Hacker Lígia Scalise Liliam Pajtak Livia Garcia Lívia Mendonça Oliveira Louise Carpenedo Luciana Selingin De Oliveira Vicente Luciano Dos Santos Lopes Lucy H D Nunes Luis Fernando Koptchinski Bokor Luiz Tiago Sales Rodrigues Maiara Dias Marcelo Diniz Marcia Aguiar Nóbrega Márcia Alves Feitosa Marco Saliba Marcos Cabral Resende Maria A Andrade Maria A Dos Santos Maria Cristina Mendes Rati Maria De Fátima Leite Arruda Maria De Fátima O Suzano Maria S E Natrielli Mariana Fischer Mariana Fonseca De Souza Mariana Vela Reis Mariângela Ramos Fragão Da Silva Marie Françoise M.w.m.pereira Marilsa Vieira De Freitas Marina Anauate Vieira Marina C Oliveira Marina Neumann Marina S Baptista Mário Kaphan Marisa Beck Figueiredo Pereira Marisa Dos Santos Marjory Piva Favalli Martha Alvarez Lopes Mauricio Vono Melissa Facco Murillo Oliveira Nadja Aline Dias Natasha Dutra Pereira Nathalia Cruz Nathalia Sona Cruz Nelson N Pedroso Jr Nelson Novaes Pedroso Jr Niami De S Correia Nilce Leila Santos Luz Olympia Graça De Navasques Marcelino P Bortagaray Patricia O Gaudenci Patricia P Queiroz Paula C Campião Paulo Roberto Honda Pedro Herrero Petti Pricila Gunutzmann Priscila Braga Rafael Cano Rafaella Danon Schivartche Rafaella P Gilberti Raquel Budow Regiane Regina Alvares Regina Celia Valério álvares Da Silva Renata Bezerra Renata Lange Moura Rita Dantas Rita De Cacia Saraiva Dantas Rogerio Lima Rodrigues Rosana Aparecida Vasques Rosana Loureiro Rosane Oliveira Araujo Rosane R Barros Rosely Novaes Pedroso Rosemeire Roxanne Andrade Da Silva Rubia B Nascimento Sandra Cristina Dellarole Saulo Ribas Shirley Ortiz Shirley S Schneider Silvia Zauberas Stella Szu Stephany Ferraz Suenny Caroline Boos Suzana Fappi Asfour Tânia Sônego Tatiana P Goncalves Tatiane M Cunha Telma C Zennaro Thaiane Medeiros Thais Aparecida De Oliveira Souza Thais Kauffmann Thelma Regina Mayr Tiago Navarro Rodrigues Valeria R Aguiar Vanessa C F Nonato Vanessa D Prata Vanessa Pereira Da Silva Vania Rodrigues Vitor Nascimento Otero Wilza Maria Cirilo Obrigada de todos que fazem parte da Cruzando Histórias!

  • Costura do Sonho #1000mulheresCH

    Pelo segundo ano consecutivo, a Cruzando Histórias foi selecionada para participar da edição 2020 da Doa Brasil, uma iniciativa da Doare - Programa de aceleração e campanha colaborativa de financiamento coletivo para organizações filantrópicas. O programa contará com a presença de 100 Organizações, numa campanha digital, com o propósito de arrecadar recursos para viabilizar projetos sociais. A Doa Brasil conta com o apoio do movimento Dia de Doar, que ocorrerá no dia 01 de Dezembro, que chega na sua oitava edição no Brasil, promovendo cada vez mais a doação e o engajamento com causas e organizações. Os nossos esforços estarão voltados para a causa das Mulheres, por meio da campanha Costura do Sonho, que tem como propósito oferecer em 2021, amparo, desenvolvimento e oportunidades para 1000 mulheres sem trabalho e renda. São elas as maiores afetadas pela crescente do desemprego na pandemia Covid-19. “A Cruzando é uma organização feminina, que escuta as mulheres desde o seu primeiro dia como iniciativa. Pela primeira vez em 30 anos, temos mais mulheres fora do que dentro do mercado de trabalho. Nossa causa é urgente, cada dia mais urgente. Realizar essa campanha é um passo para uma incrível transformação social, e através da doação, pessoas podem assinar seu nome nessa história.” comenta Bia Diniz, fundadora e presidente da CH. Sem trabalho, renda, e rede de apoio, as mulheres entram também nas estatísticas do esgotamento mental e depressão. Adoecidas, e sofrendo com a escassez de oportunidades, poderão encontrar na Cruzando Histórias apoio integral, através do acolhimento psicológico, orientação profissional e novas oportunidades. Nossa primeira meta é alcançarmos R$30 Mil, e com o valor arrecadado poderemos oferecer oficinas de trabalhabilidade. Alcançando a grande meta: R$210 Mil, essas mil mulheres terão suas histórias transformadas pela Jornada CH, composta pela trilha: escuta e orientação de carreira + psicoterapia + oficina de empregabilidade e empreendedorismo. Com R$30 você já pode fazer parte da Costura do Sonho #1000mulheresCH, prepare sua doação! Nossa campanha estará no ar entre 16 de novembro e 31 de dezembro. Até lá!

  • EscutAção conquista o Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidade

    O EscutAção recebeu hoje o Selo de Direitos Humanos e Diversidade, na categoria Mulheres, em reconhecimento ao impacto positivo do projeto em São Paulo. Em pandemia, foram mais de 1100 horas de escuta, orientação de carreira e apoio psicológico. 86% das pessoas que se inscrevem são mulheres que estão enfrentando o desemprego. Mulheres que se sentem invisíveis para o mercado de trabalho. Mas o impacto não é só na ponta, e sim em todos os envolvidos. Nos transformamos, transformando. Relato de Bia Diniz nas redes sociais: "Deus, lembra quando eu chorava no caminho até o ponto...do quanto eu chorava de olhos fechados no ônibus, do quanto era sofrido ter que viver aquela rotina que já não me cabia mais. Deus...lembra do quanto eu te pedia um caminho, uma janela, uma resposta. Lembra do quanto eu falava alto pelas calçadas, te procurando, te chamando. Então, Deus...Era isso que você estava preparando?! Bia, a menina da mochila e da lousinha, a menina que conversava com as pessoas na rua, a menina que sonhava chegar em mil mulheres. Essa Bia, essa lousinha que virou uma metodologia, esse sonho que se multiplica todos os dias. Hoje o EscutAção recebeu o Selo de Direitos Humanos e Diversidade, na categoria Mulheres, em reconhecimento ao impacto positivo na cidade de São Paulo. Pra chegar aqui muita gente se entregou, muita gente colaborou. Deixou de ser sobre a menina, é Selo que aplaude centenas de escutadores. É sobre a escuta, sobre a presença, sobre se doar, sobre ser mais para o outro. São muitos os dias de luta, mas hoje é o dia de glória. ❤️" Muito obrigado a todes que acreditam e participam de forma voluntária para que esse projeto possa chegar a muitas e muitas pessoas ao longo de 4 anos! Em nome da Cruzando Histórias, nos agradecemos o seu apoio! E para conhecer mais do projeto e apoiá-lo, clique aqui!

  • “Hoje eu agradeço por ter sido uma mulher inteligente que insistiu no diagnóstico precoce"

    Sandra Regina de Toledo, São Paulo, SP. “Sandra, tenho uma coisa pra te falar, mas eu preciso que você fique calma, eu sei que é preocupante, eu também tive um câncer de mama e...”. Quando eu escutei a palavra ‘câncer’ vindo da boca da médica, eu perdi meu chão. Tudo se escureceu pra mim. Aline, minha filha, que me acompanhava na consulta, apertou a minha mão e começou a chorar. Eu pensei nela e no meu caçula, Gabriel, que só tinha 10 anos e estava me esperando em casa. Entrei em desespero.“Doutora, me ajuda. Estou sem convênio médico, sem dinheiro para tratamento particular, estou cheia de dívidas, recomeçando minha vida profissional, tenho um filho pequeno pra criar, eu não quero morrer...”, falei, chorando e ajoelhada. O diagnóstico do câncer de mama aconteceu no ano de 2014, aos meus 46 anos, em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Antes dessa notícia, eu estava tentando me reerguer após um relacionamento abusivo que vivi no meu segundo casamento, com o pai do meu caçula. Eu me apaixonei cegamente por um homem sem caráter que tirou tudo o que eu tinha: o meu negócio próprio, meu dinheiro, minha paz, minha alegria, minha autoestima e minha saúde. De um dia para o outro, eu perdi tudo. Dessa relação me sobraram dívidas, meu filho amado para criar sozinha, e uma tristeza muito grande. Eu acredito que toda a minha tristeza se transformou nesse câncer. Foi bem nessa época que eu comecei a sentir um carocinho na minha mama, perto da aureola. Eu tinha feito exames cinco anos antes para uma cirurgia de implante de silicone, então, aquele carocinho eu sabia que era coisa nova. Corri para o postinho de saúde e o médico me disse que não era nada. Eu não aceitei essa resposta e também não fiquei em paz. Aí, pedi dinheiro emprestado pra minha mãe e marquei uma especialista. A doutora solicitou com urgência um exame chamado punção. O exame custava R$ 1200. Eu me lembro que eu mal dormi pensando em como conseguiria pagar isso. Coincidência ou não, minha irmã trabalhava em um laboratório de exames e, depois de explicar toda a minha história por lá, ela conseguiu um jeito para parcelarmos o valor em seis vezes. Li o resultado: “carcinoma”. Apesar do nome estranho, eu fiquei tranquila. Aos meus olhos leigos aquele carocinho não era nada. Foi só quando a médica disse “câncer de mama” que eu entendi a gravidade de tudo. Foi nesse momento que eu me ajoelhei e comecei a chorar. A médica me acalmou e disse que iria contatar alguns hospitais para tentar uma vaga pra mim. Eu sei que ela não tinha obrigação alguma de fazer isso, mas até hoje eu agradeço a Deus por ter colocado essa doutora no meu caminho. Ali começou a minha saga nos médicos, exames e hospitais. De tudo, eu só tinha uma certeza: eu precisava ser rápida para enfrentar essa doença. Não podia perder tempo porque eu sei que o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Meu câncer estava passando para o grau 2, ou seja, eu não podia relaxar. Depois de dois meses mais ou menos, no dia 03 de julho de 2014, eu fiz a minha cirurgia pelo SUS, Sistema Único de Saúde, e estive nas mãos de médicos maravilhosos. O resultado foi melhor do que eu esperava: eles conseguiram retirar apenas um quadrante e preservar minha mama e até meu silicone. Comecei meu tratamento: 21 sessões de quimioterapia e 37 de radioterapia. A minha sorte foi poder contar com a minha família. Eu e meu filho passamos a morar na casa dos meus pais e eu tive a companhia da Aline, que não arredou o pé do meu lado em todas as consultas e medicações. Minha filha, inclusive, já adulta e casada, até adiou seus planos de engravidar para cuidar de mim. O tratamento é difícil mesmo. Meu cabelo e todos os pelos do meu corpo caíram, eu tive muitas crises de dor de cabeça, enjoo e fraqueza. Um dos momentos mais bonitos dessa fase foi poder contar também com a companhia de uma amiga, que estava no fim do seu tratamento de câncer. Nós nos apoiamos muito. Mas, infelizmente, a doença dela voltou mais forte, e a levou. Não tenho nem palavras para explicar a dor dessa realidade. A saúde da gente é frágil demais. A verdade é que ninguém espera passar por coisas tão difíceis assim. Perder alguém querida e enfrentar uma doença me fizeram enxergar muita coisa que antes passavam despercebidas na minha vida tão ocupada. Eu era uma pessoa que trabalhava demais e mal tinha tempo para curtir a família. E foi durante meu tratamento que eu enxerguei o valor de ficar abraçadinha com os meus filhos e agradecer a Deus todos os dias por estar viva e respirando. Eu prometi pra mim mesma que iria cuidar da minha saúde e encarar o tratamento do jeito mais positivo possível. Comprei perucas e lenços, passava batom, desenhava minha sobrancelha com maquiagem e estava sempre com um sorriso no rosto, tentando ser otimista, mesmo que a caminho de mais uma sessão de quimioterapia. Acredito que o meu humor e, principalmente, a minha fé me fizeram mais forte para enfrentar o tratamento. “Cabelo cresce, mal-estar passa, o que importa é que estou viva!”, pensava. Foram dois anos intensivos e, pouco a pouco, eu fui retomando a minha rotina. Buscar trabalho é outro ponto que pode ser bem delicado. No meu caso, até que foi tranquilo. Eu senti vergonha de falar da doença e também percebi alguns olhares preconceituosos em entrevistas de emprego, mas nada muito explicito. Comecei trabalhando como ajudante na loja da minha filha, até reconquistar minha confiança como profissional. Em 2017, decidi pedir emprego em uma corretora de imóveis. Na entrevista, eu contei toda a minha história para a gerente, e dela ouvi: “Você vai conquistar tudo o que você perdeu, acredite, você vai brilhar muito. A partir de agora, o seu apelido como corretora é ‘Estrela’!”. Achei esse apelido até engraçado, mas como isso é comum na minha área, eu aceitei e agradeci. Eu não sabia, mas esse emprego foi o recomeço da minha carreira! Levei um ano para conquistar a minha primeira grande venda. Depois, comecei a pegar gosto e os caminhos começaram a se abrir. E me tornei a campeã de vendas! Sim, eu, a consultora “Estrela”, comecei a ficar famosa na minha área! Também comecei a contar cada vez mais sobre a minha própria história para incentivar meus colegas a lutarem pelos seus sonhos. E já posso dizer, com muita dedicação e orgulho, que eu reconquistei quase tudo o que eu perdi anos atrás. Ainda não encontrei um amor, mas não tenho pressa, agora sou mais exigente! E no trabalho, meu desempenho tem sido tão bom que até recebi um convite e já tenho planos de me tornar uma coordenadora! Eu sei que a força que eu conquistei, nos momentos difíceis que enfrentei, me faz uma pessoa melhor. Hoje eu prefiro essa Sandra que eu me tornei. Me sinto muito mais forte, madura, independente e me valorizo muito mais. Continuo fazendo acompanhamento médico, mas levo uma vida completamente normal. O câncer de mama é parte da minha história e me fez aprender muitas lições. A principal de todas é: a gente precisa estar sempre atenta à nossa saúde! Hoje eu agradeço por ter sido uma mulher inteligente que brigou pelo diagnóstico precoce, se não, talvez, eu não estivesse aqui. Tenho certeza que isso fez toda a diferença! Então eu te digo: quanto antes, melhor”. Em entrevista para Lígia Scalise.

  • Projeto EscutAção selecionado na 5º edição do Potencialize

    A 5º edição do Potencialize, um programa da Fundação 1Bi e do Grupo Movile, do qual a Cruzando Histórias participa, "trata-se de uma iniciativa com o objetivo de potencializar o impacto de projetos sociais por meio de consultoria e apoio em uma das seguintes áreas: tecnologia e gestão". A CH foi selecionada com o Projeto EscutAção. Será um importante apoio para a transformação digital da nossa organização e, em especial, na escalabilidade do projeto selecionado. A cada dia mais o EscutAção ganha força para alcançar milhares de pessoas. Agradecemos a Fundação 1Bi e Movile pela oportunidade! E esperamos em breve contar mais novidades sobre nosso projeto cheio de afeto.

  • Cruzando Histórias selecionada na Mostra Laços!

    "A Mostra Laços - Iniciativas de Impacto Social Positivo tem como objetivo dar espaço de visibilidade para iniciativas de impacto social positivo, potencializando a adesão de apoiadores, investidores, aceleradores, parceiros e oportunizando a divulgação de seus produtos e serviços para clientes e consumidores". A CH foi selecionada como iniciativa de impacto social no Norte e Nordeste do Brasil. Nossa fundadora e presidente, Bia Diniz, contou um pouco da nossa história e como tudo começou. Ela apresentou o projeto EscutAção, o qual foi selecionado pela Mostra Laços, seus indicadores e impactos. Você pode conferir nossa participação acessando o canal do Muito de Nós.

  • A história de quem cruza histórias

    William Bonner não imaginava, mas eu me apaixonei pelo gráfico do desemprego. Ou melhor: pelo que ele não mostrava. "A Bia sempre foi a parabólica, Marcelo. Ela não gostava muito de brincar, vivia entre os adultos escutando conversa." Minha mãe se queixando de mim, após alguma retrucada. É tempo de quarentena, ela cozinhava uma sopa, enquanto eu e marido tomávamos café. É a hora do dia que interagimos mais. Eu e o Rafa, meu filho de 6 anos, nos atropelamos pela atenção deles, já que estamos em abundância de nós dois. Minha mãe sempre foi durona, meu pai, manteiga derretida. Houve um equilíbrio de afeto comigo e meus dois irmãos, Ciça e Marcelo (outro Marcelo, cozinheiro e hamburgueiro). Nós três tivemos sempre muita autonomia, e pudemos fazer bastante escolhas erradas. Uma das que eu fiz, foi cursar fisioterapia por três anos. "Errada" ou consequência de ter que escolher aos 16, quando fiz a matrícula. É, fui bastante antecipada na escola. Era a escola da minha família, a Sede da Sabedoria, em Cotia. Com três dias de vida, eu já habitava um carrinho na secretaria, e as minhas melhores lembranças foram construídas no pátio coberto, rodando pneu no areião, publicando escritas na feira do livro e tomando chá de hortelã com bolinho de terra no alto da quadra. No centrinho da Granja, meu pai tinha uma adega de bebidas, carregada de caixas de vasilhame e cheiro de cerveja melada. Eu e minha irmã nos escondíamos entre as caixas, e quando a bagunça era grande, meu pai espantava a gente pra frente da loja. Lá a gente dobrava barquinhos de jornal pra soltar no córrego que passava há alguns passos, caçamos formigas de asas, ou saíamos para dar uma volta à cavalo. O empreender estava em todos. Escola, adega, quiosque da sorvete, videoclube, entrega de gelo e espetinho. E eu ali, doida pra atender alguém, aprendendo com cada detalhezinho. Fui uma criança "parabólica", porém bastante vigiada (e cobrada). Na primeira série, minha mãe me deu a primeira e única advertência escolar. Ela era professora de matemática e eu não parava de conversar. Lembro que ela tacou um estojo na minha carteira e falou da advertência, já emendando "eu não vou assinar!". Eram tias, primos, avós, por todos os lados. Nas férias, descíamos para Santos pra cheirar o mar, comer queijadinha, assistir filme no Iporanga. A primaiada de sobrenome diferente, se encontrava no jogo de taco, na pipa, na raspadinha de groselha, ou na fila do protetor solar. Com 14, e os negócios de pai e mãe indo mal, pedi pra trabalhar. Fui dobrar caixa no estoque de uma loja do Boticário, e em poucos dias, pude arrumar as prateleiras, a vitrine, ganhei um uniforme e fiz um curso de maquiagem. Puxei cliente na espera, aprendi a vender, cobrar, fechar caixa e passar hora na entrega do malote. Cresci. Com a responsa da faculdade "mal escolhida", fui vender perfume de porta em porta. Fazia bilhetinhos a mão, com meu nome, número de telefone, espirrava perfume neles e subia as escadas das 24 torres do condomínio, colocando "meu cartão" embaixo das portas. Paguei os quase três anos de faculdade assim. Um amigo da família me ofereceu um emprego na prefeitura quando fiz 18 anos, mas para isso eu tinha que estudar administração. O salário de R$857 em 2005 era muito bom, e administração era 40% mais barato que fisio. Troquei. O serviço público por 4 anos foi montanha russa, me tornei uma adulta, com preocupações reais, dores, articulações, negociações... saí uma sobrevivente da política, e formada em Recursos Humanos. No meu último ano, desenhei meu primeiro projeto social, o Sacode, com apoio da prefeitura, levei recreação, médicos e dentistas para 4000 crianças nas periferias de Cotia. Me realizei. Para por um fim na lambada da política, fui trabalhar como atendente de seguros numa multinacional. Um recomeço, com escalas e falas robotizadas, e quando me perceberam muito educada, jogaram para o produto funeral. Foram 3 meses de AXA, até chegar um telegrama me convocando para uma vaga de assistente de RH no Conselho de Química. Oscar Freire, pensei...São Paulo. Será que sei chegar? Fui para declinar, mantendo meu plano de fuga do serviço público não promissor. No prédio espelhado, ouvi música ambiente. Na porta da "minha sala" um caixa do Banco do Brasil, chique para quem só conhecia a hora-banco. Fui ao banheiro e tinha papel Neve. Papel Neve no serviço público, utopia, ri enquanto percebia que a rádio Nova Brasil tocava também no banheiro. Peguei a pasta com os documentos prontos para declinar da segunda posição do concurso, para a última, e pensei: Não mesmo?! Aceitei considerando ganhar experiência em RH. Fiz amigos, ganhei VR alto e mais um monte de benefícios. Troquei um namoro longo fora, por um marido no andar de baixo. Virei a moça do balcão de sorriso fácil, dos eventos, das conquistas do casual day, do horário flexível. Renasci mãe do Rafa. Fui A da campanha do agasalho, da água para Minas, dos brigadeiros pró-África, a garota das causas sociais, a inconformada, inquieta e quase amarga pela estrutura que se mostrava a cada ano mais controladora e hierárquica. Me sobrou as ruas. Não, não fui demitida. Num choque pós-matéria no Jornal Nacional, peguei uma lousinha, e escrevi "Está sem trabalho?", e ganhei ruas, praças, parques e padarias, escutando gente. A minha vontade de escrever currículos decentes, logo virou escola sobre o outro. Ao longo de 2017, escutei mais de 800 pessoas em desemprego. Pessoas desconhecidas, àquelas que habitam os gráficos do JN e a fila do busão. Gente de todo jeito, de muita vida e histórias de valor. Escutando, escrevendo e divulgando, fiz crescer a Cruzando Histórias. Deixei de ser RH generalista, a garota do recrutamento e seleção, e passei a distribuir abraços demorados e construir pontes entre pessoas. Em pouco tempo, 200 de volta ao mercado. Fui embora do CRQ, beirando 10 anos. Soltei crachá e os cartões sedutores. CH, como apelidamos, é rede de pertencimento e valorização de pessoas. Um suspiro no mundo do trabalho. Meu bom suspiro! Hoje vivendo para mim, para o Rafa, para as escapadas a três na busca por lindas vistas, e para "isso", percebo que construí um novo caminho. Sou, somos, uma organização social que fortalece pessoas. O desemprego é humano, real e bate na porta de milhares de lares. Aqui a gente trata com olho no olho, mãos suadas e uma vontade enorme de fazer diferente. Agora, agosto de 2020, acordo cansada pela intensa Semana da Carreira, no furacão pandemia, num país em decadência. No espelho me percebo fortaleza, no olhar uma empreendedora social fiel a sua essência. Hoje 142 pessoas carregam a lousinha comigo. 117 delas, são mulheres. Somos uma organização feminina, vivendo toda a nossa potência. Sou mesmo parabólica, mãe. Percebo, enxergo, reconheço. Me apaixono fácil, tenho sonhos, e para eles não existem fronteiras. Pedi a Deus para ser ferramenta, e Ele me fez acreditar nos meus sentidos. Me levanto agora para fazer o que todos podem, mas quase ninguém faz: escutar e cruzar histórias. Assim conheci diferentes realidades, fiz amigos, gravei um filme, estou escrevendo um livro. Sigo construindo um pedaço de mundo com o amor, paz e respeito que acredito, por mim, pelo Rafa e por toda gente como a gente. Gente que precisa e merece deitar consciente que sua história tem, tem sim, muito valor. Doe e me ajude a cruzar mais histórias https://bit.ly/doacao-ch

  • Nova Diretoria da Cruzando Histórias

    Tomou posse em 12 de março de 2020, a nova Diretoria e Conselho Fiscal da Cruzando Histórias. Na ocasião, foram aprovados os resultados financeiros de 2019. Partindo do princípio de ética e transparência da Organização, tornamos os documentos públicos. Desejamos uma ótima gestão à nova Diretoria.

  • Impacto Semana da Carreira

    Quem acredita que ela veio pra ficar, ACERTOU! Nossa segunda Semana da Carreira foi um sucesso! Muita colaboração e conteúdos valiosos. Confira o impacto: Pela segunda vez em 2020, a ONG Cruzando Histórias realizou a Semana da Carreira, agora com todos os eventos online, oferecidos por parceiros e voluntários da organização. Entre 11 a 16 de maio foram oferecidas palestras, workshops e rodas de conversa com objetivo de estimular o autoconhecimento e desenvolvimento profissional de pessoas que estão enfrentando o desemprego ou em transição profissional. Acreditamos que a Semana da Carreira foi essencial para fortalecer as pessoas durante o período de quarentena, causado pela COVID-19. A inscrição para os eventos era gratuita. Entretanto, poderia ser feita uma doação de R$ 10 para ajudar a manter a ONG. "A Semana da Carreira prova que somos uma rede forte. É bonito ver como os parceiros e voluntários querem colaborar, se doar, servir, compartilhar. E na outra ponta tem muita gente querendo aprender e trocar. Sinto um enorme orgulho em abrir espaço para que as pessoas entreguem valor umas as outras. Esse evento complementa o trabalho do EscutAção, oferecendo ao nosso público a possibilidade de se desenvolverem e fortalecerem sua empregabilidade. É uma correria mágica e com resultados incríveis!" comenta Bia Diniz, fundadora e presidente da ONG. Confira o impacto do nosso mega evento: Principais números Números por evento Em tempos difíceis como o que estamos passando, é motivo de festa para nós, ver que a nossa rede está crescendo e ajudando a levar esperança e desenvolvimento para tantas pessoas. A próxima Semana da Carreira já está em planejamento e deve acontecer entre 10 e 15 de agosto. Baixe Relatório de Impacto completo em PDF. A Cruzando Histórias possui vários projetos voltados a humanização do mundo do trabalho. Seja um parceiro!

  • “Como o relacionamento pode afetar a sua carreira?”

    Projeto EscutAção se une ao Projeto Ressignificadas para oferecer escuta qualificada para mulheres que estão com problemas na carreira por conta do relacionamento agressivo, físico, verbal e ou psicológico, principalmente após o isolamento social. Aline Lima, em entrevista para Lígia Scalise “Pode ser que você esteja vivendo algo desconfortável no seu relacionamento e não saiba o que é ou pra quem contar. Talvez o convívio entre você e seu parceiro na quarentena esteja cada dia mais difícil, te deixando angustiada, preocupada e com medo. Talvez o peso da relação esteja afetando a sua autoestima, sua saúde e, também o seu desempenho no trabalho. Talvez você tenha percebido que algo não está legal, mas não sabe como resolver ou sair dessa situação. Talvez você tenha dificuldades de pedir ajuda, mas precisa conversar. Nós, Cruzando Histórias e Ressignificadas, unimos nossos projetos para te ouvir e te oferecer apoio. Essa é a mensagem que o “EscutAção Ressignificadas” quer comunicar para as mulheres de todo Brasil. Esse projeto nasce no meio de uma pandemia mundial, pela necessidade de oferecer um espaço de escuta qualificada, online e gratuito, com psicólogas voluntárias, para as muitas brasileiras que estão sentindo como o relacionamento está influenciando negativamente suas carreiras, principalmente agora com o isolamento social. É preciso trazer a consciência de que violência doméstica é além da agressão física. A lei Maria da Penha estabelece as formas da violência doméstica contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. E sabemos que muitas dessas violências são invisíveis, sutis, sem deixar provas. Muitas mulheres têm sua carreira, produtividade e performance no trabalho diretamente impactados pelo relacionamento tóxico sem saber disso. Vou ilustrar com alguns exemplos: - Quando o seu parceiro diz que você não é boa suficiente para o seu trabalho. - Quando ele diz que sua opinião não é válida. - Quando ele te interrompe e te cala. - Quando ele reclama que você está trabalhando demais e faltando em casa. - Quando ele morre de ciúmes do seu chefe, dos seus colegas, de qualquer pessoa e pede para você se afastar. - Quando ele fuça no seu celular, e-mail, sem sua permissão. - Quando ele pede para você largar seu trabalho porque vai ser melhor para o relacionamento. A pergunta é: como ser uma profissional equilibrada se você, mulher, não está vivendo um relacionamento equilibrado? Não dá. Somos pessoas integrais, ou seja, quando algo não está bem, tudo é afetado. E é mesmo muito difícil ganhar consciência de como nosso relacionamento pode afetar nossa carreira. Tem também a vergonha, o medo de se expor, a mistura de sentimentos e a falta de clareza quando estamos emocionalmente envolvidas. Não temos a intenção de oferecer soluções e muito menos apontar o dedo para o que você está vivendo dentro de casa. Nós te oferecemos espaço para conversar, desabafar e dar voz às suas aflições e experiências. Queremos que você saiba que não está sozinha. Somos uma rede de apoio forte e disposta para te escutar. Vem conversar”. EscutAção Ressignificadas é um projeto da Cruzando Histórias com apoio de Aline Lima, gratuito, online, para mulheres de todo o Brasil. Para participar, basta acessar o site da Cruzando Histórias e preencher o formulário de inscrição. Uma das nossas psicólogas voluntárias vai entrar em contato para agendar a sua sessão online. E se você gostaria de entender mais sobre como o relacionamento pode influenciar na sua carreira, inscreva-se gratuitamente para a palestra da Aline Lima, dia 13 de maio, às 19h, na Semana da Carreira.

  • Iniciativa oferece apoio emocional e busca recolocação para mulheres no mercado de trabalho

    Perder o emprego é sempre muito ruim, ainda mais agora, com a crise do coronavírus, que tem deixado muitas pessoas sem trabalho. Se você já passou por isso, com certeza sabe o quanto é importante ter pessoas para te escutar e ajudar numa recolocação profissional. Esse é o objetivo do projeto Cruzando Histórias, que ajuda mulheres desempregadas a voltar ao mercado de trabalho. Por trás dele, está a recrutadora de RH Bia Diniz. Tudo começou no dia em que Bia viu na TV a história de uma mulher que estava desempregada e seria despejada de casa com os três filhos. Bia tentou localizar a mulher para ajudá-la, mas nunca a encontrou. Porém, a frustração serviu de motivação. “Foi então que uma amiga sugeriu que eu buscasse outras ‘Suelis’, e me dei conta que todo meu círculo social estava empregado, mesmo com uma super crise.” Recrutadora foi às ruas para escutar pessoas desempregadas “Para entender o que era o desemprego mesmo, peguei uma lousinha do meu filho e comecei a sair nas ruas (padarias, parques, praças, pontos de ônibus) para escutar pessoas”, relembra. “Na lousinha eu escrevia algo como ‘Está sem trabalho? Fale comigo’. Fiz muitos currículos, cadastrei pessoas em sites, dei dicas, orientações, mas o que era mais gratificante era escutar as histórias mesmo, conhecer pessoas e realidades diferentes.” Nas ruas, ela escutou 600 pessoas. Em três meses, 40 pessoas foram empregadas. “Então comecei a escrever conteúdo com orientações de empregabilidade, promover rodas de conversa, workshops, palestras etc. Fui conquistando parcerias e espaços.” O Cruzando Histórias também ganhou voluntários: já são 6 fixos e 46 pontuais. Apesar do encaminhamento para uma vaga de emprego ser o grande foco, a escuta é o grande pilar do projeto, desde o início. “As pessoas querem ser escutadas, querem atenção, querem apoio genuíno, sem julgamentos nem regras.” Público feminino é a maioria Bia identificou que as mulheres têm maior dificuldade para se recolocar no mercado de trabalho. Por exemplo, muitos empregadores ainda enxergam a maternidade como um problema no ambiente profissional, infelizmente. Por isso, o público do CH hoje é 90% feminino, mulheres entre 30 e 50 anos (em média), com experiência profissional. “Como a ‘pegada’ da Cruzando sempre foi de escuta e acolhimento, atraímos muito mais mulheres que homens, e com isso fui mergulhando mais no universo do trabalho para a mulher”, disse. Publicado originalmente em Razões para Acreditar em 31 de março de 2020.

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