Agosto Lilás: CH alcança mais de 11 mil pessoas no combate à violência contra a mulher
Atualizado: 21 de set.
Durante o mês de agosto, projetos e parcerias da organização levaram informação, prevenção, acolhimento e ferramentas de proteção a milhares de pessoas em diferentes espaços
O Agosto Lilás ampliou uma conversa que precisa acontecer durante todo o ano: como prevenir a violência contra a mulher e construir redes capazes de acolher e orientar quem precisa de apoio.
Na Cruzando Histórias, essa atuação acontece em diferentes frentes durante todo o ano. Formação, acolhimento psicológico, autonomia financeira e articulação com empresas e organizações fazem parte de um trabalho que busca levar informação para onde ela pode gerar mudanças concretas.
Mas em agosto, esse movimento ganhou ainda mais alcance. As iniciativas e parcerias da Cruzando Histórias alcançaram mais de 11 mil pessoas, passando por estádios de futebol, empresas, organizações sociais e espaços de formação.
Stand Up leva prevenção ao assédio para mais de 8,8 mil pessoas
O Stand Up, iniciativa da L'Oréal Paris realizada em parceria com a Cruzando Histórias, foi uma das principais ações do período. Ao todo, 8.826 pessoas foram alcançadas pelas atividades de conscientização e prevenção ao assédio em espaços públicos.
Uma das maiores ativações aconteceu durante a partida entre Botafogo e Atlético-PR, quando 7.086 pessoas tiveram contato com o treinamento. O conteúdo foi exibido no telão do estádio durante o intervalo, enquanto a Cruzando Histórias e a L'Oréal Paris também promoveram ações nos camarotes.
A iniciativa ganhou espaço ainda na Botafogo TV, com a participação de Bia Diniz, fundadora da Cruzando Histórias.
A formação também chegou a outros públicos. 30 jornalistas e repórteres do Steal The Look participaram de um treinamento voltado à disseminação responsável de informações sobre assédio e violência, enquanto 187 colaboradores do Grupo L'Oréal foram capacitados no ambiente corporativo.
Abuso Não é Amor alcança mais de 2 mil pessoas
Reconhecer os primeiros sinais de uma relação abusiva é uma das formas de prevenir a violência. Esse é o ponto de partida do Abuso Não é Amor, iniciativa global da YSL Beauty realizada no Brasil em parceria com a Cruzando Histórias.
Em agosto, o projeto alcançou 2.091 pessoas por meio de treinamentos e novas parcerias.
Entre as ações do mês, 120 pessoas da Secretaria de Niterói participaram de uma formação presencial e 391 colaboradores do Grupo GPS foram alcançados em um treinamento corporativo.
Em Manaus, uma parceria com o Instituto Lixo Zero e a Remada Ambiental levou o conteúdo para 127 mulheres do projeto Empreendedoras da Reciclagem.
O mês também marcou o início de uma nova frente voltada aos jovens. Em parceria com o ISBET (Instituto Brasileiro Pró-Educação, Trabalho e Desenvolvimento), a Cruzando Histórias começou a levar o treinamento Abuso Não é Amor a jovens no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa tem como meta capacitar 5 mil jovens para reconhecer sinais de alerta em relações afetivas.
A parceria começou pela unidade Centro do ISBET, no Rio de Janeiro, e terá continuidade ao longo do segundo semestre de 2026. O treinamento apresenta nove sinais de um relacionamento abusivo e aborda comportamentos como controle, manipulação, isolamento e intimidação, que podem surgir antes da agressão física e nem sempre são reconhecidos como formas de violência.
O trabalho desenvolvido pelo Abuso Não é Amor no Brasil também recebeu reconhecimento no mapeamento global de dados da YSL Beauty entre as organizações não governamentais parceiras da iniciativa.
Acolher também faz parte da rede de proteção
Informar é uma parte desse trabalho, mas criar caminhos para que mulheres encontrem apoio quando precisam é outra.
Por meio do Projeto EscutAção Florescer, com o Instituto Energisa, 923 pessoas foram alcançadas em ações relacionadas à prevenção da violência doméstica, ao papel dos aliados e à saúde mental.
Foram realizadas três sessões presenciais da palestra “Como se tornar um aliado”, que discutiram a participação dos homens na prevenção da violência contra a mulher, além de uma palestra on-line sobre violência doméstica durante o Agosto Lilás.
O EscutAção Florescer também ampliou a oferta de acolhimento psicológico. Foram disponibilizados 22 novos horários no período, chegando a 76 atendimentos realizados ao longo do mês.
Para apoiar as próximas formações, a Cruzando Histórias desenvolveu ainda oito microconteúdos educativos sobre o tema que serão disponibilizados para os colaboradores do Grupo Energisa e Instituto Energisa.
Autonomia financeira também amplia possibilidades
Para muitas mulheres, ter renda e condições de sustentar as próprias escolhas pode ser determinante para construir novos caminhos. Por isso, o fortalecimento da autonomia financeira também integra a atuação da Cruzando Histórias.
Ainda em agosto, 47 mulheres de três turmas do Despertando a Empreendedora, iniciativa do Empreende Aí com correalização da Cruzando Histórias, participaram da aula sobre violência contra a mulher conduzida pelo time da Cruzando Histórias durante a capacitação no curso.
A organização também participou da Virada Empreendedora, da Rede Mulher Empreendedora (RME), com Bia Diniz em um painel sobre trajetórias de impacto e a história da Cruzando Histórias.
Uma rede que também cresce por meio de parcerias
O Agosto Lilás mobilizou ainda empresas, lideranças e a comunidade construída em torno da Cruzando Histórias.
A Comunidade de Mulheres da Cruzando Histórias chegou a 627 membros em agosto e registrou mais de 1.100 interações nas enquetes e 587 leituras dos Boletins de Oportunidades durante o período.
Já o Painel Institucional Agosto Lilás reuniu 48 lideranças e profissionais para discutir o papel das empresas na construção de ambientes preparados para acolher e orientar mulheres em situação de violência.
As parcerias recorrentes também contribuíram para ampliar esse alcance. As ações realizadas com a ENGIE chegaram a 600 pessoas em dois momentos de formação.
No mesmo período, a Cruzando Histórias foi selecionada para receber uma doação internacional da Braze, que contribuirá para ampliar os recursos destinados aos projetos sociais da organização.
A conversa chegou a novos públicos pela imprensa
Para além de todas as ações, a Cruzando Histórias conquistou 10 inserções na imprensa, com destaque para os projetos Stand Up, Abuso Não é Amor e EscutAção.
A presença na mídia contribui para que as discussões trabalhadas nos projetos cheguem a novos públicos e ampliem o acesso a informações sobre violência contra a mulher e caminhos de apoio.
Agosto termina, mas o trabalho continua
Os números de agosto ajudam a dimensionar o alcance das ações, mas também mostram quantas frentes precisam caminhar juntas quando falamos sobre violência contra a mulher.
Prevenir é também reconhecer situações de assédio e abuso. Acolher exige espaços seguros de escuta e orientação, e fortalecer a autonomia das mulheres envolve ampliar oportunidades de trabalho e renda.
E mais importante: construir uma rede de proteção depende da participação de empresas, organizações sociais, poder público e sociedade.
É por esse motivo que a atuação da Cruzando Histórias dentro desse contexto é contínua e desenvolvida ao longo de todo o ano, conectando diferentes públicos e parceiros para ampliar os caminhos de proteção, autonomia e recomeço para mulheres.
Sua empresa ou organização também pode fazer parte dessa rede
A Cruzando Histórias desenvolve treinamentos, palestras e ações de conscientização sobre violência contra a mulher, prevenção ao assédio, acolhimento e autonomia.
Quer saber como? Entre em contato com a nossa equipe para conhecer os projetos e entender como levar essas iniciativas para a sua empresa, organização ou comunidade:










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