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- EscutAção no São Paulo Tech Week
Entre os dias 23 e 29 de novembro aconteceu em a São Paulo Tech Week, a maior semana de inovação e tecnologia da América Latina. O EscutAção foi o projeto escolhido pela vertical #AutodesenvolvimentoHumano, e nossas escutadoras arregaçaram as mangas para promover lindos encontros. Num sábado ensolarado, Paula e Marisa, promoveram nossa roda de escuta empática na Beth Bakery, Vila Mariana. Só pela foto já dá para sentir a energia: O EscutAção é ponto de encontro seguro e acolhedor, para pessoas falarem sobre suas carreiras e busca por trabalho. Todos os escutadores são voluntários, capacitados pela Cruzando Histórias e Yup Happiness Consulting em comunicação-não-violenta e escuta empática. O projeto lançado no Dia do Trabalhador, 01 de maio, já realizou 59 encontros, impactando diretamente 240 pessoas ao longo do ano. Durante a SP Tech Week, as voluntárias Jéssica e Rúbia promoveram o EscutAção no Centro Cultural São Paulo, vejam que mulherada linda: Hoje o time da ONG conta com 15 escutadores, que promovem pequenos encontros em diversos pontos de São Paulo, Cotia, Santos, Sorocaba e Catanduva. Estamos em campanha para captar recursos para a continuidade e expansão do projeto em 2020. E como objetivo para o próximo ano, a CH quer levar o projeto para dentro das empresas, pois acreditamos que a escuta promove o diálogo, valorização e engajamento das pessoas. Dia 14 de dezembro realizaremos o 60º EscutAção, no Tostado Club zona oeste. Inscreva-se em www.ch.org.br/agenda Quer levar o EscutAção para sua empresa? Fale com a gente.
- Como foi o nosso Engajar?
Todos sabemos que o propósito da Cruzando Histórias é humanizar as relações no mundo do trabalho. Acreditamos que valorizar pessoas e suas histórias é parte fundamental desse desafio e, para fortalecer nossa mensagem, promovemos dia 02 de dezembro o evento Engajar ~ Pessoas por Pessoas, no Google for Startups. Começamos o evento compartilhando, orgulhosos, todas as realização da Cruzando Histórias em 2019. Em breve iremos divulgar nosso balanço social, mas deixamos aqui o spoiler: Realizamos 79 ações e impactamos presencialmente 940 pessoas! É muita vida e muito abraço, né?! Seguindo o discurso emocionante, nossa fundadora, Bia Diniz, compartilhou com os presentes sobre o projeto Conexão Venezuela, realizado entre 2018/2019, onde a CH colaborou com os recomeços de seis venezuelanos recém-chegados à capital, São Paulo. O documentarista Saulo Ribas, acompanhou Bia durante todo o projeto, e durante o Engajar, a CH e a Little Stories Filmes lançaram o documentário Recomeços, que conta a história da Richeily, uma das valorosas mulheres do grupo. “Esse foi o projeto que mais me mobilizou e me ensinou. Sou grata pelos infinitos aprendizados que tive com Richeily e seus amigos. Vê-los hoje com suas famílias, trabalhando e se estabelecendo, é um orgulho enorme.” comenta Bia Diniz, emocionada com o filme. O documentário envolveu muito a plateia, e com os corações transbordando, Camila Bueno, co-fundadora do coletivo Quem São Elas?, iniciou a mediação do painel Minha História tem Valor, com os convidados Dayana Patrocínio, gerente de contas da Jobecam, Edilson dos Santos, gerente de operações da Sitel e Kauana Miranda, coordenadora de Talento e Cultura do Novotel Itu. Num bate-papo profundo e repleto de verdades, os convidados compartilharam suas histórias, e o quanto aprendem com seus times e com todas as pessoas que se relacionam. Foi muito além de “Diversidade e Inclusão”, foi sobre humanidade. O documentário Recomeços está disponível para exibições direcionadas. A Cruzando Histórias sugere o formato cinedebate para empresas, onde podemos aprofundar sobre humanização, diversidade e inclusão. Se interessou? Fale com a gente. Ficha técnica Engajar Patrocínio: Sitel Brasil Parceria: O Poder da Colaboração Apoio: Little Stories Filmes, Mulheres do Café e Moveup Midias. Fotografia: Angela Reck, Projeto Além das Lentes
- Doa Brasil
Oba! Notícia boa gostamos muito de compartilhar com vocês! A Cruzando Histórias foi uma das 80 ONGs e projetos sociais, selecionados pela Doare para participar do Doa Brasil, um programa de aceleração em captação de recursos para buscar sustentabilidade financeiras para projetos. Nos inscrevemos com o projeto EscutAção, que leva escuta empática e orientação de carreira gratuita para pessoas em transição profissional ou desempregadas. O projeto hoje acontece somente pela força do voluntariado, e trazer recursos para sua gestão é necessário para melhorias em gestão e para expansão do impacto social. Dia 30 de novembro nossa campanha entrou no ar, e estamos muito engajados na busca por doadores e empresas que acreditem no nosso propósito. Acesse a campanha e DOE agora mesmo.
- Karina e seu voo de superação
''Foi através do trabalho da Cruzando Histórias que eu resgatei a minha segurança e autoestima para lutar pelo emprego dos meus sonhos!" Karina Queiroz Schiassinatti, 31 anos, São Paulo, SP Eu vivia em um círculo vicioso: era infeliz no meu trabalho como assistente administrativa, mas tinha medo de perder a estabilidade por ser um concurso público. Sonhava em ser comissária de bordo, mas não acreditava que isso seria realidade. Vivi 12 anos presa nesse dilema e me sentindo cada vez mais infeliz e doente. A verdade é que o medo sempre esteve presente na minha vida. Eu tinha medo de trocar o certo pelo duvidoso. Isso porque aprendi desde cedo que podia contar com o apoio emocional dos meus pais, mas, financeiramente, eu tinha que me virar sozinha. Então, quando entrei nesse concurso público, em 2005, aos 19 anos, me agarrei ao meu salário e fui tentando levar minha vida em paralelo. Foi assim, por exemplo, que consegui fazer a minha formação de comissária de bordo em um curso aos sábados. Ao longo dos anos também juntei dinheiro para fazer um intercâmbio porque sempre quis ter essa experiência e sabia que o inglês era um ponto muito importante para a carreira que eu queria. Levei meu tempo, mas consegui: em 2009, pedi licença não remunerada no trabalho, e viajei para ser babá nos Estados Unidos. Foi uma realização maravilhosa! Voltei para o Brasil com a certeza de que iria logo mudar de emprego. Mas nem sempre as coisas acontecem como a gente planeja, né? Passei por dois processos seletivos para ser comissária de bordo, fiquei muito empolgada, mas fracassei na fase final. Hoje eu acredito que estava insegura na dinâmica em grupo. Algo dentro de mim ainda tinha aquele medo do "incerto". Recebi essas negativas como um banho de água fria e passei a acreditar que o sonho de ser comissária era algo impossível. Guardei essa frustração no coração e mudei o foco: me matriculei na faculdade de Jornalismo. Durante meus anos de estudo, me conformei naquele trabalho porque podia pagar as minhas mensalidades. A conquista do diploma foi bem importante, mas, lá no fundinho eu ainda amargurava o sonho de ser comissária de bordo. É nesse ponto, no ano de 2017, que cheguei no meu limite de insatisfação profissional. Já tinha terminado a faculdade, tentei migrar internamente para uma vaga de jornalismo, mas não consegui. A minha insatisfação ficou ainda mais angustiante. Lembro que nessa época eu dormia e acordava chorando. "Será que essa vai ser a minha vida?", eu pensava. Perdi as contas de quantas vezes fui chorar no banheiro durante o expediente. E foi exatamente nesse ano que a Cruzando Histórias entrou na minha história. Conheci o projeto da Bia e, sem pensar duas vezes, me candidatei para trabalhar como jornalista voluntária. Incrível como nada nessa vida é à toa! Trabalhar como jornalista ali serviu como um respiro ao meu caos particular. Na Cruzando Histórias também pude ver e aprender com os relatos de muitas outras pessoas que sofriam com desemprego ou insatisfação profissional. Cheguei em 2019 assumindo que eu precisava tomar uma atitude. Já não conseguia mais me preencher com uma vida em paralelo. Estava consciente de que eu precisava sair daquele emprego. Parece que o destino atende aos nossos pedidos e foi quando eu vi um post de vagas para comissárias de bordo, no Instagram de uma amiga. "UAU! Será que ainda vale a pena investir nesse sonho? Acho que estou velha, tenho tatuagem e piercing, não tenho mais chances", pensei. A parte linda dessa história é que, dessa vez, eu tive ajuda para enfrentar meus medos. A Bia, essa amiga e meu namorado, fizeram uma força-tarefa de motivação para me convencerem a tentar a tal vaga de comissária. Às vezes a gente está tão desacreditada que precisa mesmo desse apoio dos outros. Além do incentivo eu ganhei todo preparo: passei por um processo de mentoria na Cruzando Histórias, fui entrevistada várias vezes pelo meu namorado e pela Bia e aprendi a reconhecer meus pontos fortes. Mais do que isso: eu resgatei a minha segurança e esperança nesse sonho! "Sim, eu sou capaz, eu quero essa vaga!", entendi. E fui para a entrevista de emprego me sentindo confiante de verdade. No dia 18/09/2019 meu telefone tocou e eu ouvi o meu tão sonhado SIM! Eu entrei para o time de comissárias de bordo da GOL companhias aéreas! Eu estou tão feliz! E muito disso eu tenho que agradecer ao trabalho incansável da Cruzando Histórias que meu deu apoio prático e emocional durante todo o processo. Agora eu posso literalmente dizer que conquistei as minhas tão sonhadas asas!
- Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino
Dia 19 de novembro comemoramos o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, participando da roda de conversa “Empreender com Impacto Social” a convite da realizadora Mulheres do Café, em parceria com O Poder da Colaboração e Tricot Comunicação. Além da nossa fundadora, Bia Diniz, a roda contou com outra convidada muito especial, a Ana Carolina, do A Visionária Lab. O evento aconteceu no rooftop do Civi-co, em Pinheiros, São Paulo. Com muita emoção e sororidade, todas as mulheres presentes puderam compartilhar um pouquinho de suas histórias de valor. Esteve presente também a nossa parceira, Angela Reck, do projeto Além das Lentes, que garantiu lindos clicks. Confira!
- Ela Pode Cotia
Aconteceu nos dias 13 e 18 de novembro o primeiro Ela Pode Cotia. O Ela Pode é um programa realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google, e correalizado em Cotia pela ONG Cruzando Histórias, através da fundadora Bia Diniz, que se tornou multiplicadora do programa há dois meses. A primeira edição aconteceu no auditório do parceiro Centro Profissionalizante Rio Branco, e impactou 85 mulheres da região. A capacitação entregou 8 horas de conteúdo, abordando temáticas de liderança, comunicação, técnicas de negociação e networking, autoimagem, finanças, ferramentas e soluções digitais do Google. “Foram dois dias de muita troca e boas energias. Tive a satisfação de dividir o conteúdo com parceiras super profissionais e competentes, que agregaram muito valor ao evento. Espero que seja a primeira turma de muitas aqui na minha cidade.” diz Bia Diniz, multiplicadora Ela Pode e fundadora da ONG Cruzando Histórias. O programa é ofertado em três formatos: workshop 4 horas e capacitações de 8h ou 16h. Sempre gratuito para as inscritas e com certificado. “Entre o primeiro dia e o segundo de treinamento, eu descobri que estou grávida. Sem planejar, empreendendo com dificuldade, meu mundo desabou. Agora ao final me sinto inspirada e confiante de que tudo dará certo. Eu sou forte, eu posso sim ser mãe e trabalhar!” conta Aline Bernardes, uma das poderosas. O objetivo do programa é impactar 135 mil mulheres no país, com foco no norte e nordeste, até o final de 2020. Para isso, o Instituto Rede Mulher Empreendedora, capacita multiplicadoras voluntárias em diversas regiões e agora Cotia pode contar com a Bia e a Cruzando Histórias. Para viabilizar novas turmas, o programa precisa de parceiros que apoiem com infraestrutura e lanche para as participantes. Sua empresa quer fazer parte dessa transformação? Entre em com a gente! Quer participar e transformar sua carreira ou negócio? Acompanhe nossa AGENDA. **** Parceiros na realização da primeira turma: CEPRO - Centro Profissionalizante Rio Branco, Casa de Bolos Granja Viana, RT Print Shop, Flavia Macedo Fotografia e Revista Circuito. Fotos: Flavia Macedo
- 1º EscutAção Ilustrada
Realizamos o primeiro EscutAção Ilustrada, ação que aconteceu a céu aberto com dez escutadores, além da parceria com o coletivo Design de Conversas, onde os participantes tiveram a oportunidade inédita de levar sua própria história desenhada para casa, reforçando o lema: "Minha História Tem Valor". O projeto EscutAção é o coração da Cruzando Histórias, onde um voluntário colabora com um bate-papo de até 3 participantes com o objetivo de acolher, escutar e reorganizar a estratégia de carreira de pessoas em busca de recolocação profissional, usando a empatia como ferramenta de transformação. “As pessoas precisam de alguém para ouvi-las e não custa nada apenas sentar e escutar. O brilho nos olhos e o sorriso no rosto deles depois de conversar já me fez sentir uma gratidão e coração cheio de amor. Ser útil e ter empatia para com os nossos irmãos é uma atitude linda.” diz Mari Borges, voluntária. A história da CH se cruzou com o coletivo Design de Conversas pelo objetivo em comum de ouvir narrativas que precisam ser valorizadas, além de compartilharem valores de respeito ao ser humano e colaboração. Com a trajetória profissional devidamente compreendida e então transformada em uma composição visual única, o profissional impactado pela ação estará pronto para alcançar novos objetivos. Foi lindo e colorido! Confira as fotos, e se inscreva no EscutAção. Fotos Ângela Reck
- Nosso workshop de oratória
Realizamos, em parceria com o Clube da Querida, o workshop Técnicas de Liderança e Oratória para Mulheres. Conduzido pela Renata Calmon, atriz e coach de oratória, o workshop acolheu e desenvolveu mulheres incríveis, que deixaram durante a tarde todo seu potencial desabrochar. No modelo de oficina com muita prática, Renata ofereceu consultoria em liderança que busca mesclar técnicas de teatro e de oratória voltadas para o empreender (vendas, apresentações e negociações), através de um modelo exclusivo que acredita na individualidade da mulher e permite ela revele sua melhor versão. “O evento foi poderoso! Toda escolha foi feita com muito carinho e cuidado desde a escolha da palestrante a fotógrafa para registrar os momentos com imensa sensibilidade. O evento tirou de mim um "mini trauma" de não saber vender que adquiri no começo desse ano e mais do que isso me permitiu estar com mulheres com mais tempo e experiências de vida e sai de lá com meu coração preenchido e muita bagagem armazenada.” Daniela Andrade. Medo de negociar, falta de confiança, voz frágil e hesitante, autoestima baixa agora são fantasmas do passado e nosso grupo saiu confiante para empreender a vida! Agradecemos a Worká Coworking por nos receber com tanto carinho. Quer participar dos encontros da Cruzando Histórias? Acompanhe nossa agenda. Fotos Angela Reck
- O que seria da Cruzando Histórias sem as histórias?
Com orgulho estampamos as nossas camisetas “Minha história tem valor”. Essa frase é o fio condutor do nosso trabalho desde o início. Acreditamos que toda pessoa tem sua história de valor guardada no peito, e para ajudar essas histórias a ganharem vida e se conectarem a oportunidades, nasceu o workshop Minha História tem Valor. Um encontro da pessoa com ela mesma, por meio da escrita afetuosa. Inspirada no talento único de Ana Holanda, nossa fundadora, Bia Diniz, desenhou um material que apoia e conduz pessoas a se encontrarem e transformarem sua trajetória em história. O primeiro workshop foi um convite à nossa comunidade do WhatsApp, e numa salinha aconchegante da Patuscada - Livraria e Café, nos unimos para transbordar em conquistas, sonhos e clarear objetivos. O resultado são lindas histórias que você encontra aqui. Esse workshop também pode ser realizado dentro das empresas como ação de integração e valorização dos colaboradores. Gostou? Fale com a gente. Fotos Mariana Zurlo
- Terceiro Setor: ONG Cruzando Histórias
TV Alesp O programa "Terceiro Setor", recebe a convidada Bia Diniz, fundadora da ONG Cruzando Histórias.
- O Futuro do trabalho
Mamilos Podcast Uma das fábulas mais conhecidas da Grécia Antiga nos conta a história de um camponês ardiloso chamado Sísifo que tentou fugir de seu destino no Tártaro enganando Perséfone. Só que pego em sua artimanha, ele foi condenado a passar a eternidade rolando uma pedra montanha acima até o topo. Chegando lá, cansado e sem forças, deixaria a pedra rolar para baixo, sendo obrigado a recomeçar tudo no dia seguinte. E no dia seguinte. E no dia seguinte. Se você já se viu preso a um trabalho sem sentido, você deve ter se identificado com o castigo de Sísifo, um símbolo trágico da vida moderna com pessoas se resignando a trabalhar em empregos fúteis e burocráticos. Novas tecnologias, novas demandas, portanto novas oportunidades, novos modelos, novas hierarquias, novas jornadas, novas escalas, novos nomes para se decorar, novas tentativas de encontrar sentido e ainda assim o dia continua tendo apenas 24 horas. Onde cabe tudo isso, onde encontrar tempo e mais do que isso quem vai pagar a conta pelas contas que a gente precisa pagar? Agora imagine que hoje irão nascer pelo menos mais de 200.000 pessoas e provavelmente 85% delas terão profissões que ainda não existem, segundo o Institute for the Future, da Dell. Sim, dá medo. O que será “fazer acontecer” em 2030? Que carreiras existirão? Hoje vamos conversar sobre apenas dois aspectos dessa discussão mais ampla, que é o futuro do trabalho: as mudanças na cultura das empresas, e o impacto da flexibilização das relações trabalhistas. Na mesa, contamos com Priscila Gunutzman, Doutora em psicologia social, professora e supervisora de estágios na Anhembi Morumbi; Carolina Quintella, psicóloga e gerente de Cultura e Desenvolvimento no Quinto Andar; e Túlio Custódio, sociólogo e curador de conhecimento na Inesplorato. Vem com a gente e dá o play neste Mamilos! https://open.spotify.com/episode/2nBsNHDfc1BlZxzG8efYxa
- Projeto conecta pessoas em busca de emprego valorizando a bagagem de cada um
Revista Vida Simples A paixão pelo trabalho voluntário cresceu com Beatriz: ainda adolescente, ela se engajou em atividades com os moradores da periferia de Cotia (SP) e tirou do papel um projeto de recreação para as crianças da comunidade. Quando, aos 27, seus olhos fitaram pela primeira vez os de Pedro, seu filho, ela percebeu que queria fazer ainda mais. “O nascimento dele me fez refletir sobre como eu estava contribuindo para que o mundo fosse um lugar melhor”, conta. Em um determinado dia, depois de uma jornada de oito horas como analista de recursos humanos, função que exerce há nove anos, chegou a sua casa e ligou a televisão. Tudo parecia comum: preparar o jantar, dar banho no filho, colocá-lo para dormir, organizar a rotina do dia seguinte e descansar, a não ser pelo fato de que, naquela noite, seus ouvidos estavam atentos a uma reportagem que abriu a edição do telejornal: “falavam sobre desemprego e, ao fim, entrevistaram uma mãe que estava prestes a encarar o despejo com seus três filhos. Quis enxugar as lágrimas dela e, quando não consegui seu contato, me dei conta de que outras tantas pessoas estavam naquela situação, e fui para as ruas escutar suas histórias”. Nascia, assim, em 2017, o Cruzando Histórias, um projeto que tem por objetivo conectar pessoas a oportunidades de trabalho, valorizando a bagagem que cada uma traz consigo, para muito além do currículo. Nesse mesmo ano, seu propósito ficou ainda mais evidente logo que voltou de uma viagem ao Quênia. Durante os quinze dias em que ficou sozinha naquele país, Beatriz entendeu que uma de suas missões era dar visibilidade e espaço aos que pouco são vistos. “O futuro do trabalho chegou e nós temos que confiar em nós mesmos”, pondera. Beatriz acredita que em cenários de desemprego, as pessoas são tratadas como estatística – mas elas não são apenas isso. São homens e mulheres cheios de histórias e de sonhos. “Quando alguém perde um emprego, não é só a porcentagem da categoria que aumenta. Esvai-se junto uma dose de autoestima, uma série de planos, um punhado de sorrisos. E isso precisa ser recuperado”, conclui. Em pouco mais de um ano, o Cruzando Histórias já conseguiu um novo emprego para mais de 200 pessoas. No entanto, além da recolocação, o projeto proporciona mais do que isso: promove, por meio de encontros, a escuta, a conversa olho no olho e o abraço apertado em um momento frágil de vida. “Desejo ver, cada vez mais, as pessoas colaborando umas com as outras e valorizando suas relações. Isso fez de mim uma pessoa cheia de fé na vida. Acordo com o único compromisso de ser gente para outra gente”, conclui.












